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O Relatório de Riscos Globais 2026, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, aponta o confronto geoeconômico como o maior risco global para este ano, à frente de conflitos entre Estados, eventos climáticos extremos, polarização social e desinformação.
O levantamento revela um clima de forte apreensão entre líderes e especialistas. Metade dos entrevistados espera um mundo turbulento nos próximos dois anos, enquanto apenas 10% veem estabilidade. No horizonte de dez anos, o pessimismo aumenta: 57% projetam um cenário instável ou tempestuoso.
Segundo o Fórum, uma nova ordem global mais competitiva está em formação, marcada por rivalidades geopolíticas, uso estratégico de instrumentos econômicos e enfraquecimento da cooperação internacional. Para 68% dos respondentes, o mundo caminha para uma ordem multipolar ou fragmentada na próxima década.
Os riscos econômicos foram os que mais avançaram na avaliação de curto prazo. A desaceleração econômica, a inflação, o aumento da dívida e a possibilidade de bolhas financeiras ganham destaque, impulsionados por tensões geoeconômicas e conflitos prolongados.
No campo tecnológico, a desinformação aparece entre os principais riscos nos próximos dois anos, ao lado da insegurança cibernética. Já os impactos negativos da inteligência artificial crescem rapidamente no horizonte de dez anos, refletindo preocupações com empregos, coesão social e segurança.
A polarização social e a desigualdade permanecem entre os riscos mais relevantes e interconectados, alimentando instabilidade política e econômica. A desigualdade foi apontada pelo segundo ano consecutivo como o fator que mais intensifica outros riscos.
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Embora tenham perdido posição no curto prazo, os riscos ambientais continuam sendo os mais graves no longo prazo. Eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e mudanças críticas nos sistemas da Terra lideram o ranking para os próximos dez anos. Três em cada quatro especialistas esperam um cenário ambiental negativo.
Em sua 21ª edição, o relatório reúne a visão de mais de 1.300 líderes globais e funciona como um alerta sobre a intensificação dos riscos sistêmicos em um mundo cada vez mais fragmentado e competitivo.
*Imagem de capa: Depositphotos.com
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