Airbus planeja demissões com demanda por aeronaves em baixa

A Airbus planeja cortes permanentes de empregos depois de alertar sindicatos de que a empresa precisa reduzir a produção devido ao colapso da demanda, disseram pessoas com conhecimento da situação.

A fabricante de aviões iniciou conversas com grupos trabalhistas na Alemanha, França e Espanha, disseram as pessoas. O processo formal deve começar na próxima semana. O número de empregos eliminados ainda não foi decidido, segundo as pessoas, que não quiseram ser identificadas.

Executivos da Airbus vão definir um plano inicial em teleconferência na próxima semana, disseram as pessoas. A empresa pode levar meses para chegar a um número final de demissões, que dependerão da gravidade da crise do setor aeroespacial e das negociações com os sindicatos. O processo também incluirá funcionários na sede da fabricante de aviões em Toulouse, na França, disseram.

"A perspectiva de perda de empregos na indústria aeroespacial tem se deteriorado há pelo menos um mês", disse Sandy Morris, analista da Jefferies. "Não há como as entregas de aeronaves diminuírem 35% sem que haja consequências."


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A Airbus não quis comentar reuniões internas. O grupo "continuará a tomar todas as medidas necessárias para garantir o futuro da Airbus em cooperação com seus parceiros sociais", afirmou em comunicado na quarta-feira.

Na quinta-feira, o ministro dos Transportes da França, Jean-Baptiste Djebarri, disse que a Airbus sente o impacto da queda de 30% da atividade, que pode durar dois anos. Faury afirmou anteriormente que o plano de reduzir a produção nessa proporção pode não refletir o pior cenário.

A prioridade é reduzir o número de trabalhadores temporários e subcontratados, incluindo 1.100 na Alemanha, com medidas semelhantes provavelmente na França e no Reino Unido, disse uma das pessoas.

As medidas terão mais impacto na maior divisão da Airbus, de aeronaves comerciais, do que na de helicópteros e defesa. Funcionários de programas de aeronaves de corpo largo, segmento do mercado que levará mais tempo para se recuperar, podem ser mais afetados do que os trabalhadores do segmento de jatos de corpo estreito, disse uma fonte.

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