Inovação contra ferrugem em superfícies metálicas

Doutoranda é premiada internacionalmente por pesquisa com novos filmes anticorrosivos

Na última semana, a doutoranda do Andressa Trentin participou do European Technical Coatings Congress (ETCC 2018), realizado em Amsterdã (Holanda) e recebeu o prêmio Best Young Scientist Contribution por sua pesquisa relacionada à proteção de superfícies metálicas da ferrugem.

A pesquisa de Andressa obteve filmes muito finos com elevada eficiência anticorrosiva. Segundo a doutoranda do Instituto de Química, estes filmes são capazes de substituir espessas camadas de tintas com a mesma eficiência devido à elevada adesão ao metal e à formação de uma barreira densa contra o ataque corrosivo, a ferrugem.

O trabalho foi realizado dentro do grupo de Físico Química de Materiais (GFQM), de Araraquara, que há cerca de 15 anos tem desenvolvido e aperfeiçoado a síntese de revestimentos híbridos com o objetivo de proteger superfícies metálicas. Andressa desenvolve seu projeto de doutorado sob a supervisão do professor Peter Hammer e no momento está realizando um intercâmbio na Vrije Universiteit Brussel, na Bélgica, sob supervisão do professores Herman Terryn e Tom Hauffman.

“Esta tecnologia proporciona grande economia à industria e também constitui uma alternativa aos revestimentos com base em conversão de cromo hexavalente, compostos cancerígenos e atualmente proibidos no mundo inteiro”, explica.


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O trabalho intitulado Increased durability and corrosion protection of PMMA-siloxane hybrid coatings modified with cerium and lithium mostrou que é possível modificar estes filmes híbridos por sais de cério e lítio, causando uma regeneração da corrosão em pequena escala - também conhecidos como revestimentos inteligentes.

“Ainda há muito a explorar nessa área, mas os resultados são promissores”, afirma Andressa. A tecnologia é capaz de estender o tempo de vida de partes metálicas em aviões, carros e pontes, por exemplo, gerando grande economia de recursos, adequação com as legislações ambientais e reduzir o índice de acidentes causados por corrosão.

“O prêmio mostra que estamos no caminho certo e valoriza a pesquisa realizada no Brasil em colaboração com a Bélgica. Além de ser importante para minha carreira, a condecoração deve incentivar a ampliação da rede de colaborações dos pesquisadores brasileiros com universidades estrangeiras”, destaca. O prêmio é oferecido pela FATIPEC (Federation of Associations of Technicians for Industry of Paints in European Countries).




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