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No cenário industrial contemporâneo, a busca pela eficiência operacional impulsionou milhares de indústrias a adotarem o sistema lean. O ponto de partida costuma ser marcado por entusiasmo, mobilização das equipes e conquistas expressivas de produtividade por meio de kaizen e implementação de ferramentas visuais. No entanto, um fenômeno recorrente intriga gestores em diversos setores: após os primeiros ganhos, os resultados tendem a regredir, o engajamento arrefece e a rotina operacional retoma velhos hábitos.
A análise aprofundada da rotina das plantas industriais revela que o sistema lean não perde força por escassez técnica ou falta de "ferramentas". Na maioria das vezes, o sistema enfraquece quando a liderança deixa de sustentar o sistema de gestão e interrompe o desenvolvimento contínuo das pessoas. A sustentabilidade da melhoria contínua não é uma obrigação que repousa apenas sobre os ombros das equipes operacionais, mas sim um reflexo direto do comportamento corporativo e do compromisso da alta e média gestão em manter viva a cultura organizacional.
Nesse contexto, é preciso entender sete principais fatores que comprometem a perpetuidade do Sistema Lean na indústria:
Para transitar do status de mero executor de projetos para o de um ecossistema de alta performance, a indústria precisa redefinir suas métricas de sucesso. A verdadeira maturidade do modelo não é mensurada pela quantidade de quadros instalados ou por mutirões de melhoria pontuais, mas sim pela capacidade autônoma do chão de fábrica em reagir prontamente às oscilações da produção diária sem demandar intervenções heroicas da alta administração.
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Trata-se, em última análise, de construir uma resiliência institucional sustentada pela coerência comportamental dos líderes. Quando os executivos compreendem que a liderança no ecossistema lean atua como uma ponte viva entre o planejamento estratégico e a execução no chão de fábrica, a cultura de melhoria contínua deixa de ser uma meta temporária e passa a integrar a identidade operacional definitiva da empresa.
*Imagem de capa: Depositphotos.com
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Ricardo Itikawa
Head de Manufatura e Desenvolvimento de Produtos e Processos do Lean Institute Brasil (LIB). Foi corresponsável pelo desenvolvimento do sistema lean na Embraer (Programa Excelência Empresarial Embraer - P3E), atuando como gerente. Especialista em TPM, liderou projetos 3P da nova fábrica de Portugal. Foi Black Belt na Ambev. Atuou como professor durante quatro anos no MBA de Gestão e Eng. da Qualidade da Poli-USP. É Engenheiro Mecânico pela UNESP, tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Cursos de Pós-Graduação no ITA e é Black Belt em Seis Sigma pela Fundação Christiano Ottoni/UFMG.
Conceitos, práticas e a jornada lean sob a ótica dos heads do Lean Institute Brasil especializados no setor industrial
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