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  |   03/07/2020   |   Marketing e Comportamento   |  

Resiliência: Tudo o que a gente precisa agora... em dose dupla.

É preciso ter muita resiliência para encarar com tranquilidade todos os acontecimentos do momento. Não tem sido fácil para ninguém.

Resiliência

re·si·li·ên·ci·a

s.f.

1. FIS Elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original.

2 FIG Capacidade de rápida adaptação ou recuperação.

Enquanto escrevo estas linhas, não paro de pensar na COVID e em seus desdobramentos nefastos, vírus que há mais ou menos 100 dias resolveu fazer check-in no Brasil e parece que gostou do acolhimento, porque só dá ela. A qualquer hora que procuro um jornal na TV, só vejo números que não descem, vacina que não fica pronta, morte dando as cartas fatais, famílias em luto e as políticas, que não existem ou que não são claras o suficiente para convencer as pessoas a fazer o que precisa ser feito.  Enfim, COVID é a persona non grata mais presente que eu já vi na história. E ela é dura na queda.

E no ambiente político, fica cada vez mais  difícil acompanhar os acontecimentos, ou porque a trama passa rápido demais, dá até  impressão de que perdemos o episódio, ou talvez a série tenha sido cancelada – os personagens aparecem e desaparecem do nada - e a gente fica com aquela sensação de que perdeu o controle. Muito frustrante. Não dá saber qual vai ser a próxima “tragédia” e isto é angustiante. E ainda temos  histórias que mais parecem saídas das pragas do Egito ou que indicam o início do fim do mundo. É preciso ser resiliente, muito resiliente,  porque o momento não é para os fracos. E nem para os fortes, eu acho. É um desânimo geral.


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Primeiro, uma nuvem de gafanhotos resolve buscar comida fora do seu habitat. Isto mesmo, uma população inteira de insetos resolveu migrar atrás de alimentos, parece que nasceram em quantidade inesperada, saiu do controle. Aparentemente o manejo incorreto de inseticidas e agrotóxicos acabou matando os insetos que poderiam controlar o crescimento desta “praga”, que viaja 150 km por dia e assusta autoridades  e produtores argentinos, paraguaios, bolivianos e agora, o Brasil. Tem a ver com ver com o vento, temperatura, condições climáticas e claro, onde houver alimento, eles ali estarão. Seria erro humano? Os gafanhotos dominam a cena. Que medo!

Na segunda quinzena de junho, um tremor de magnitude de 7.5 atingiu o estado de Oaxaca no México, deixando alguns mortos e feridos. A cidade ainda tem na lembrança os terremotos de 2017,  que mataram mais de 300 pessoas. O problema são as réplicas, pequenos abalos sísmicos que continuam assustando a população, que espera pelo pior. Ao longo do dia, foram detectados mais de 400 tremores na região. É muita tragédia.

E se não bastassem a batalha contra a COVID, as reviravoltas políticas e econômicas no Brasil, o desemprego, a preocupação com a família, a nuvem de gafanhotos que está a caminho de algum lugar e o tremor no México, ainda temos uma “nuvem de poeira Godzilla”, uma densa nuvem de areia que se desloca do deserto africano para as Américas. O fenômeno é comum, acontece várias vezes ao ano, mas desta vez parece que está mais complicado.

Este ano não terminou, mas bem que poderia ser reinicializado. Com certeza, 2020 não precisará de retrospectiva,  porque não queremos sofrer duas vezes. As pessoas têm um limite para o dor, ansiedade, medo, angústia. O brasileiro é um batalhador, está acostumado a gerenciar várias crises ao mesmo tempo, mas como estas, não lembro de ter visto em muitos anos. Estamos em junho e eu queria tanto que já fosse Natal, mas  não por live. Queria um Natal com abraços apertados, rostos felizes, saúde, muita comida, música, alegria, esperança e aglomeração.

Sem os riscos, só risos. Simples assim! Será que é querer muito?

Gladis Costa

As informações e opiniões veiculadas nesse artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam a opinião do Grupo CIMM.
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Gladis

Gladis Costa é profissional da área de Comunicação e Marketing, com vivência em empresas globais de TI. É fundadora do maior grupo de Mulheres de Negócios do LinkedIn Brasil, que conta com mais de 6200 profissionais. Escreve regularmente sobre gestão, consumo, comportamento e marketing. É formada em Letras, e tem pós graduação em Jornalismo, Comunicação Social e MBA pela PUC São Paulo. É autora do livro "O Homem que Entendia as Mulheres", publicado pela All Print.


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