Tecnologia Disruptiva

Como a Tecnologia Pode Mudar Humanidade

Olá amigos de mais um encontro do Portal CIMM. Falamos normalmente de tecnologias inovadoras ou de vanguarda, principalmente na indústria ou naquelas tecnologias voltadas para o desenvolvimento de produtos.

Historicamente temos dois tipos de tecnologias: as evolutivas e as inovativas. As tecnologias evolutivas são aquelas que sofrem aperfeiçoamento da geração anterior, como por exemplo, os motores a combustão que possuem, basicamente, o mesmo princípio de funcionamento até hoje, porém,  ano após ano melhora em eficiência. 

Já as tecnologias inovativas são aquelas que trazem mudanças, mas não causam um grande impacto imediato. Como exemplo, têm-se os motores híbridos a combustão e os motores elétricos - tecnologias novas que tiveram pouco impacto, pois são pouco acessíveis à grande massa de pessoas. 

Algumas tecnologias inovativas também são disruptivas e se destacam por serem capaz de provocar uma quebra nos processos, como as indústrias atuam ou como os consumidores se comportam.

Na história da humanidade, algumas tecnologias são consideradas disruptivas e não significa necessariamente que foram complexas ou sofisticadas.

Vamos a alguns exemplos de tecnologias disruptivas:

  • Escrita: registrar o conhecimento da humanidade.
  • Papel: permitiu documentar informações de forma permanente e eficazes.
  • Vaso sanitário e sistemas de esgoto: possibilitou o saneamento das cidades e o controle de várias doenças.
  • Prensa: facilitou a reprodução e a popularização do conhecimento.

Estas invenções ou tecnologias realmente foram importantes e modificaram de forma permanente a humanidade. E, na era contemporânea, quais foram as tecnologias, como podemos medir o quanto  são disruptivas e o que vem pela frente?

Vamos estipular um parâmetro para medir o quanto uma tecnologia é disruptiva. Esse parâmetro é o tempo que a tecnologia demora para que um número de 50 milhões de usuários sejam alcançados. Para isso, deve-se mensurar desde a data do seu lançamento até o momento que atingiu este marco, com isso vamos ter uma ideia da velocidade de adoção de uma tecnologia.

É importante destacar que muitas das tecnologias que convivemos hoje, quando surgiram influenciaram significativamente a humanidade, e hoje são triviais. O avião, por exemplo, mudou o curso da história da humanidade nas guerras; a energia elétrica foi um divisor de águas na indústria e nos lares; a televisão permitiu algo inimaginável na comunicação; os  computadores e celulares também transformaram o mundo; mas nada foi tão significativo ou igual as revoluções que a Internet proporcionou e está possibilitando, a partir daí, tudo que veio está relacionado a ela.

Figura 1: Tempo que alguns produtos levaram para atingir 50 milhões de usuários

Hoje é praticamente impossível imaginar uma tecnologia em que a internet não seja considerada  como infraestrutura necessária para o funcionamento. As próximas gerações de produtos serão conectadas, permitindo integrações até então inimagináveis, causando também a morte de outras tecnologias em uma velocidade ainda maior. 

A internet mudou o jeito de ver TV , ouvir música, relacionar-se  com amigos, comprar. Passou a ser uma via de mão dupla, onde recebemos e mandamos informações, independente de qualquer intermediário. Um músico pode ficar famoso sem nunca ter lançado um disco, um adolescente vira artista sem nunca ter saído de casa para isso ou algo acontece na rua e em menos de um minuto está nas redes sociais. Essa conectividade está mudando as relações e transformando significativamente a indústria.

E o que tudo isso quer dizer? A geração dos produtos conectados chegou. Eles realmente são disruptivos e cada vez mais irão permear as nossas vidas e a forma como desenvolvemos produtos na indústria. Quem não considerar isso como realidade estará na direção errada.

As informações e opiniões veiculadas nesse artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam a opinião do Grupo CIMM.
Mauro

Mauro Duarte G. Santos

Engenheiro Mecânico formado na UNESP em 1995, pós-graduação em administração industrial e gestão de projetos pela Fundação Vanzolini. Atua no mercado de CAD/CAE/CAM/PLM há 17 anos. Atualmente MSC Software e antes disso na PTC (16 anos), SDRC(2 anos)(Grupo Siemens) e como Eng Projetista (2 anos) com usuario de CAD e CAE


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