Realidade Aumentada (RA)

Realidade aumentada, até onde podemos chegar?

O que a realidade aumentada pode nos oferecer?

Mais uma vez inicio um artigo com uma pergunta e essa é bem genérica porque realmente não há limites para a utilização dessa tecnologia.

Medicina, educação básica, entretenimento, indústria, serviço, moda, tudo pode fazer uso da realidade aumentada de forma bem simples, tanto para os usuários finais como para as empresas que querem disponibilizar isso para seus colaboradores e clientes.

A disponibilidade deste recurso está a um clique em seu celular, basta baixar um aplicativo e literalmente apontar a câmera para algum lugar. Vemos isso no mundo dos games com a febre que incendeia os celulares dos adolescentes com o Pokemon Go, mas realidade aumentada é mais que isso. Empresas como Microsoft, GE, Cisco, PTC, Dassault, Samsung, Apple, estão entrando nesse mercado para mudar a forma que produzimos, fabricamos, servimos e mantemos produtos.

Um exemplo é a utilização de óculos de realidade, não para entrar em um mundo virtual, mas para aumentar a realidade real com modelos virtuais, tais como corpos humanos para estudo de sistema circulatório, respiratório, digestivos e toda anatomia. Outra utilização é através de modelos de bens de consumo para que possamos verificar, por exemplo, se uma TV vai ficar bem na sala de casa.

Ok, até ai tudo bem! Estamos utilizando a realidade como consumidores, mas onde eu quero chegar é um pouco mais longe. Como podemos melhorar os processos industriais ou de serviço no pós-venda? Como podemos mudar o modelo de negócio das empresas para que elas se destaquem no mercado e possam fazer a diferenças?

Processos industriais onde as instruções de manufatura são distribuídas pela fábrica ainda em papel e com margem a interpretações, estão sendo substituídas por instruções em RA, Informações de manutenção em campo que muitas vezes são de interpretação difícil e requer a experiência do operador, estão sendo simuladas nos celulares ou tablets do operador e com maior assertividade, reduzindo custos de viagem, evitando interpretações erradas e retrabalhos nas ações de manutenção.

Produtos conectados, que foi o assunto de artigo anterior a esse, estão sendo simulados com dados coletados e transmitidos online para uma aplicação de RA, onde podemos ter o modelo 3D com informações de sensores.

Aplicações em games para celulares e programas de esporte na TV, são exemplo simples de RA, mas a utilização na indústria e os ganhos que podem ser alcançados com essa tecnologia ainda estão em uma fase inicial no Brasil e quem sair na frente na adoção desta tecnologia realmente vai encontrar um diferencial importante em relação aos seus concorrentes em um futuro breve.

Fica difícil falar de realidade aumentada apenas com texto, portanto segue abaixo alguns exemplos dessa tecnologia em vídeo.

As informações e opiniões veiculadas nesse artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam a opinião do Grupo CIMM.
Mauro

Mauro Duarte G. Santos

Engenheiro Mecânico formado na UNESP em 1995, pós-graduação em administração industrial e gestão de projetos pela Fundação Vanzolini. Atua no mercado de CAD/CAE/CAM/PLM há 17 anos. Atualmente MSC Software e antes disso na PTC (16 anos), SDRC(2 anos)(Grupo Siemens) e como Eng Projetista (2 anos) com usuario de CAD e CAE


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