Fapesp e Peugeot Citroën apoiarão centro de pesquisa em engenharia

O centro será voltado para o desenvolvimento de motores a combustão movidos a biocombustíveis.


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A Fapesp e a Peugeot Citroën assinaram ontem (13) um acordo de cooperação para apoio a pesquisa científica e tecnológica cooperativa entre pesquisadores em atividade no Estado de São Paulo e da empresa.

As duas instituições também anunciaram uma chamada pública de propostas para seleção de um projeto que visa à criação de um Centro de Pesquisas em Engenharia voltado para o desenvolvimento de motores a combustão movidos a biocombustíveis.
 
Com sede em uma instituição de pesquisa no Estado de São Paulo, o Centro terá apoio da Fapesp e da Peugeot Citroën por até dez anos para desenvolver projetos sobre motores de combustão interna, adaptados ou desenvolvidos especificamente para biocombustíveis, e sobre a sustentabilidade dos biocombustíveis.
 
O Centro poderá agregar integrantes de diferentes universidades e institutos de pesquisa, com a atribuição de executar projetos multidisciplinares na fronteira do conhecimento, transferir tecnologia, formar pesquisadores e disseminar o conhecimento produzido.
 
Entre os temas que deverão ser investigados estão novas configurações de motores movidos a diferentes biocombustíveis, incluindo veículos híbridos, redução de consumo e de emissões de gases, e também o futuro, os impactos e a viabilidade econômica e ambiental de biocombustíveis.
 
O aporte financeiro previsto para o período de apoio é de até R$ 1,6 milhão por ano, divididos em partes iguais entre as duas instituições parceiras.
 
“O acordo é extremamente interessante em várias vertentes, como pelos temas de que trata, por se tratar de uma cooperação entre uma empresa e uma instituição de fomento à pesquisa, e também porque lida com grandes preocupações da Fapesp, como a de estimular a inovação tecnológica para contribuir com o aumento da competitividade do país”, destacou o presidente da Fapesp, Celso Lafer.
 
O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, ressaltou que, além de contribuir para aumentar a atividade de pesquisa em São Paulo, o acordo de cooperação científica e tecnológica com a Peugeot Citroën reforçará a divisão do Programa Fapesp de Pesquisa em Bionergia (BIOEN) sobre aplicações de biocombustíveis em motores automotivos.
 
Redução das emissões de poluentes
De acordo com o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Estilo da PSA Peugeot Citroën na América Latina, François Sigot, o Centro de Pesquisa em Engenharia possibilitará criar motores movidos a biocombustíveis, e não somente adaptar os motores movidos a gasolina, como vinha sendo feito pelas montadoras no país nos últimos anos. “Esperamos com esse acordo de cooperação científica e tecnológica irmos mais longe em termos de otimização dos motores para biocombustíveis, porque basicamente o que vínhamos fazendo era adaptar os motores desenvolvidos na Europa e nos Estados Unidos para os biocombustíveis no Brasil”, disse Sigot.
 
As pesquisas realizadas no âmbito do acordo, segundo Sigot, também possibilitarão desenvolver motores que emitam menos poluentes do que os existentes hoje, de modo a atender as regulamentações sobre redução de emissões de poluentes provenientes de automóveis que vêm sendo estabelecidas em diversos países.
 
Em 2010, a subsidiária brasileira da Peugeot Citroën foi escolhida pela matriz mundial da montadora de veículos francesa como polo de excelência global em pesquisas sobre biocombustíveis e materiais verdes. Em função disso, passou a centralizar todos os investimentos da empresa em estudos sobre o tema realizados no mundo.
 
O presidente da Peugeot Citroën do Brasil, Carlos Gomes, comenta que a montadora, que é a mais nova no País, onde instalou uma fábrica há dez anos, possui três centros de pesquisa e desenvolvimento no mundo, sendo um em Paris, outro em Xangai, na China, e o terceiro em São Paulo onde trabalham mais de 500 engenheiros.
 
Por Elton Alisson/ Agência Fapesp



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