V&M monta fábrica de acessórios

O investimento na unidade, que começou a operar ontem, foi de R$ 22 milhões

A fabricante de tubos V&M do Brasil, subsidiária da francesa Vallourec & Mannesmann Tubes, inaugurou uma fábrica de acessórios em Rio das Ostras (RJ). Segundo Alexandre Lyra, diretor-geral da empresa no país, o investimento na unidade, que começou a operar ontem (05), foi de R$ 22 milhões.

A produção de acessórios vai atender a operadoras do pré-sal, entre Petrobras, Shell e OGX, afirma o executivo. As peças, como roscas e selos, usadas em tubos sem costura - o principal produto da empresa -, eram importadas antes. "É uma forma de agregar valor ao produto e atender à exigência de fornecimento local feita pelo governo", disse Lyra ao Valor.
 
Instalada em um galpão coberto de dois mil m2, a fábrica foi construída dentro de uma área que a V&M já possuía na cidade, e terá 40 postos de trabalho. Até então, as instalações empregavam 140 pessoas e atendiam às necessidades dos clientes de restauração e manutenção de tubos, além de servirem como ponto de revenda.
 
A empresa não divulga a capacidade de produção da nova fábrica nem a estimativa de faturamento para este ano da unidade em Rio das Ostras. No ano passado, a V&M do Brasil teve receita total de R$ 2,3 bilhões, sem contar os resultados da fábrica que a empresa tem em parceria com a japonesa Sumitomo, em Jaceaba (MG), inaugurada em setembro. Segundo Lyra, a unidade da joint venture ainda está ganhando ritmo de produção e só deve atingir sua capacidade (de 600 mil toneladas de tubos por ano) em 2013. O grosso do faturamento veio da usina do Barreiro, em Belo Horizonte, que produziu 536 mil toneladas de aço bruto. Desse volume, 470 mil toneladas foram convertidas em tubos.
 
A V&M é uma siderúrgica integrada, atuando na produção das próprias matérias-primas. No Brasil, mantém o suprimento de carvão vegetal por meio da V&M Florestal, no município mineiro de Curvelo, e de minério de ferro, que é feito pela V&M Mineração, com a mina Pau Branco, na Serra da Moeda, em Brumadinho (MG).
 
Por Ana Fernandes/Valor Econômico
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