Economia da Alemanha crescerá menos

Em mais um sinal de desaquecimento generalizado da economia global, economistas revisaram ontem para baixo a estimativa de crescimento da Alemanha e alertaram para a chance de que o país se aproxime de uma recessão. Segundo os principais institutos de pesquisa alemães, a economia sofrerá "uma forte desaceleração nos próximos meses" em decorrência da crise da zona do euro.

O enfraquecimento da maior economia europeia pode afetar o Brasil, que mantém uma boa relação de comércio exterior com o país e a Europa. Em 2010, a Alemanha comprou 4,03% das exportações brasileiras -participação que recuou para 3,69% neste ano. Além disso, a Alemanha é o principal motor econômico da União Europeia, destino de 21% das vendas do Brasil.

A economia alemã sofre especialmente com a crise alguns de seus vizinhos, que têm situação econômica mais frágil. É o caso de Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda.
Com endividamento alto e dificuldades para crescer, esses países despertam dúvidas em investidores sobre o risco de um possível calote, que afetaria toda a zona do euro.
Para socorrê-los, e evitar uma desconfiança maior em relação à região, os bancos alemães compraram títulos da dívida desses países.

A estratégia, porém, é alvo de críticas de economistas e do Banco Central Europeu. Especialistas alertam para o risco da crise da dívida europeia acabar se tornando uma crise bancária.

Retomada
O cenário poderia se confirmar se os países com maior dificuldade dessem um calote em suas dívidas. Neste caso, a Alemanha sofreria ainda mais -já que seus bancos estão cheios desses títulos.

A Alemanha superou a recessão de 2009 graças ao vigor de suas exportações, responsáveis por 35% do PIB. Mas, segundo o texto do relatório, isso não será suficiente para tirar o país do sufoco desta vez, devido à crise enfrentada por seus principais parceiros comerciais.
As estimativas mais recentes são de um crescimento da economia alemã de 2,9% em 2011, contra uma projeção inicial de 3,6%. Além disso, as previsões para 2012 passaram de 2% para 0,8%.

Tópicos:
  



Comentários