Weg inicia fabricação seriada de aerogeradores em maio

A Weg irá fabricar aerogerados em série a partir de maio, afirmou o gerente comercial da unidade de geração eólica, João Paulo Gualberto Silva, em palestra hoje no Congresso de Inovação Tecnológica em Mecânica e Automação. “A energia eólica, ao contrário da energia solar, já é uma realidade no Brasil”, disse. De acordo com o executivo os incentivos iniciados em 2006 pelo governo federal através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) e investimentos do BNDES tornaram o Brasil um lugar onde é mais barato produzir este tipo de energia. Em cinco anos o preço do quilowatt hora caiu 55% e saiu de R$ 263 para 100, no último leilão ocorrido em agosto.

A potência dos aerogeradores da Weg será de 2500kW, considerada uma potência média para uso onshore. As pás serão produzidas por uma empresa de Sorocaba e a primeira linha deve sair em novembro. No momento o processo de montagem está sendo testado e a empresa está selecionando fornecedores.

A fabricação será feita em Jaraguá do Sul por meio de uma Joint Venture da Weg com a espanhola M Torres Olvega Industrial (MTOI) para a fabricação de aerogeradores no Brasil. O investimento em 2011 para a fabricação da nova linha de equipamentos foi avaliado em R$ 33 milhões.

Preço competitivo
O executivo fez uma comparação do custo da eólica com outras matrizes. O preço da geração de 1 MWh de energia por hidrelétrica está em R$ 90, enquanto o de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) alcança R$ 140. Um dos motivos da queda dos preços no último leilão, de acordo com João Paulo Silva, foi a entrada da estatal Eletrosul que adquiriu 450 MW. Ele acredita que para o próximo, que ocorrerá em dezembro, o valor subirá um pouco, ficando em torno de R$ 110. O valor alcançado foi motivo de preocupação dos ganhadores do leilão para viabilizar os projetos.  No mercado livre, sem regulação do Estado, o kWh da energia eólica pode ser vendido a R$ 130.

O gerente comercial apresentou dados do plano decenal da EPE, em que a participação das energias alternativas na matriz brasileira deverá sair de sete para 13% até 2019. Apesar do custo elevado para instalação dos parques eólicos, calculado em US$ 2035 por kW, o custo de manutenção está em 17% dos investimentos, contra 82% instalação em um período de 20 anos, como as concessões oferecidas pelo governo federal.

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