Setor de autopeças amplia déficit na balança comercial

Nos primeiros sete meses do ano, a balança comercial brasileira de autopeças apresentou déficit 23,3% superior ao registrado em igual período de 2010, chegando a US$ 2,66 bilhões. Em julho, último mês com dados consolidados, o País exportou US$ 986,2 milhões e importou US$ 1,4 bilhão, um déficit de 43%. Em contrapartida o faturamento das empresas também cresceu em uma média de 10,8% em junho, projeção próxima a de julho (10,5%).

Os dados foram divulgados na quinta-feira (25) pelo Sindipeças, com base em levantamentos feitos pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. No relatório é possível ver os principais destinos, principais mercadorias importadas e exportadas e divisão por Estados.

O principal destino das autopeças brasileiras foi a Argentina (39%) que registrou uma alta de 27% no envio de produtos em 27%, o que representa FOB US$ 2,5 tri. Em segundo lugar está os Estado Unidos com participação de 13% e também registrou aumento nas remessas em 25%. A diminuição mais significativa foi de 32% para os Países Baixos, os quais ocupam a sexta posição em destino de mercadorias. No topo da lista de Estados importadores e exportadores estão São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Estados Unidos, Alemanha e Japão são os principais exportadores para o Brasil e juntos representam 36% dos envios de autopeças, FOB US$ 3,3 tri. China e Tailândia ocupam a sexta e a oitava posição, respectivamente, mas tiveram um crescimento de quase 60% nas remessas.

Apesar do déficit, o faturamento das empresas cresceu em uma média de 10%. A pesquisa é realizada mensalmente com os 91 associados ao Sindipeças e à Abipeças. Estas empresas respondem por cerca de 30% do faturamento total da indústria de autopeças no Brasil. As exportações representaram 13,1% do total faturado e as vendas para as montadoras, 69,2%.

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