Satélites mostram situação da poluição mundial

Há muito tempo os cientistas sabem dos perigos para a vida do impacto da poluição do ar. Mas até recentemente, medí-la globalmente com acuidade era uma coisa fora de alcance. Com nossas técnicas de imagem por satélite, porém, pesquisadores estão tendo sua primeira visão de como a matéria particulada é distribuída pelo mundo, e em locais onde a mensuração não era nada confiável. Este é um passo importante para entender melhor um problema que, segundo epidemiologistas, contribue com milhões de mortes prematuras por ano.

No mundo desenvolvido, instrumentos em terra são usados geralmente para medir os níveis de matéria fina particulada, que têm 2.5 micrometros de diâmetro ou menos. Material deste tamanho, dizem pesquisadores, são pequenos o bastante para se alojar nos pulmões e provocar asma, bronquite e outros problemas sérios de saúde. E no mundo em desenvolvimento, nem todos os países têm meios de medir a poluição.

Com informação obtida por dois satélites da NASA, os pesquisadores Aaron van Donkelaar e Randall Martin, da Universidade Dalhousie, no Canadá, usaram modelagem por computador para gerar um mapa que mostra a distribuição de matéria particulada no mundo, informa o Tree Hugger. 

Em alguns lugares, principalmente onde há muito vento, a distribuição de matéria particulada é uma ocorrência natural, mas as atividades humanas têm também grande responsabilidade. Áreas de população densa, como o oeste da China, mostraram níveis mais alto de poluição. "Ainda temos muito trabalho pela frente com o mapa, mas ele é um passo à frente", diz Martin. "Esperamos que os dados sejam úteis em áreas onde não há mensurações robustas baseadas em terra."

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