O ar que respiramos precisa ser puro

Controles legais estabelecem a responsabilidade das indústrias com os resíduos lançados na atmosfera

Imagens: Divulgação

A atmosfera é uma massa de gases onde permanenetemente ocorrem reações químicas. Ela absorve uma variedade de sólidos, gases e líquidos provenientes de fontes naturais e industriais, que podem se dispersar, reagir entre si ou com outras substâncias já presentes na atmosfera.

As fontes de emissão de poluentes são as mais variadas possíveis. Existem dois tipos básicos de fontes poluição: as específicas e as múltiplas.

As indústrias estão no grupo das fontes específicas. Elas são fixas em determinado território, ocupam uma área relativamente limitada e permitem uma avaliação individual.

No caso das fontes múltiplas, que podem ser fixas ou móveis, geralmente se dispersam pela comunidade, oferecendo grande dificuldade de serem avaliadas separadamente. É o caso dos veículos automotores.

A quantidade e qualidade dos poluentes emitidos pelas indústrias dependem de vários fatores relacionados à fabricação. As matérias-primas e combustíveis envolvidos no processo, a eficiência do processo, o produto fabricado e o grau de medidas de controle de emissões influem diretamente no tipo e concentração do poluente expelido.

Padrões de qualidade do ar
O padrão de qualidade do ar define legalmente as concentrações máximas de um componente gasoso presente na atmosfera para garantir a proteção da saúde e do bem estar das pessoas. Os padrões de qualidade do ar são baseados em estudos científicos dos efeitos produzidos por poluentes específicos e são estabelecidos em níveis que possam propiciar uma margem de segurança adequada.

Através da Portaria Normativa nº 348 de 14/03/90 e da Resolução CONAMA nº 003 de 28/06/90, o Ibama estabelece os padrões nacionais de qualidade do ar. No Brasil são estabelecidos dois tipos de padrões de qualidade do ar: primários e secundários.

Os padrões primários de qualidade do ar são as concentrações de poluentes que, se ultrapassadas, poderão afetar a saúde da população. Podem ser entendidos como níveis máximos toleráveis de concentração de poluentes atmosféricos.

Já os padrões secundários são as concentrações de poluentes atmosféricos abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem estar da população, assim como o mínimo dano à fauna, flora, materiais e ao meio ambiente em geral. São níveis entendidos como desejados de concentração de poluentes.

alguns poluentes padronizados no Brasil são as partículas totais em suspensão, a fumaça, o dióxido de enxofre (SO2), as partículas inaláveis, o monóxido de carbono (CO), o ozônio, e o dióxido de nitrogênio.

A constituição brasileir de 1988 estabelece o direito da população de viver em um ambiente ecologicamente equilibrado, por isso, é caracterizado como crime toda ação lesiva ao meio ambiente. Também é determinado que todas as unidades da Federação tenham reserva biológica ou parque nacional e todas as indústrias potencialmente poluidoras apresentem estudos sobre os danos que podem causar ao meio ambiente. No entanto, ainda se faz necessário elaborar leis que regulamentem os dispositivos constitucionais.

A tabela abaixo lista alguns dos principais poluentes atmoféricos provenientes de fontes industriais:



Conheça melhor os Métodos de controle da poluição do ar.




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