Precisão, uma questão de mercado


A indústria já está habituada a utilizar equipamentos de precisão para verificar a qualidade de seus produtos. Ao longo do tempo, houve um intenso desenvolvimento neste sentido, fazendo com que pesos, medidas e alinhamentos passassem a ter especificações cada vez mais rigorosas.  Entretanto, focar as atenções somente nos produtos não é suficiente.

Deve-se também considerar a linha de produção como um todo – do início ao fim da cadeia dos processos –, e neste contexto profissionalizar a manutenção de máquinas é algo fundamental. A utilização de equipamentos eletro-ópticos se mostra extremamente eficaz para visualizar problemas no alinhamento e nivelamento das máquinas, possibilitando a eliminação de vibrações, deslocamentos indesejados e irregularidades no dimensionamento.

“Os fabricantes de máquina já utilizam equipamentos eletro-ópticos para comprovar especificações técnicas, porém é cada vez mais frequente a incorporação deste tipo de produto pelos usuários de máquinas. Não basta fazer o controle da produção sem levar em conta a origem de determinados problemas”, afirma Marcello Bulhões Montagnani, gerente de Vendas e Produtos da Taylor Hobson do Brasil, empresa especializada no desenvolvimento e fornecimento de instrumentos metrológicos.

Fundada em 1886, na cidade de Leicester (Inglaterra), a empresa atua desde 2002 no mercado brasileiro por meio de sua representante nacional, fornecendo equipamentos para montadoras de veículos, indústrias de autopeças, centros de pesquisa, além de oferecer assistência técnica especializada  aos seus clientes.

Possibilidades e garantias
A linha de equipamentos ópticos é formada por diversos modelos com variados níveis de precisão e especificação técnica, podendo ser aplicada em diferentes situações. Os autocolimadores possibilitam a verificação de retilineidade de barramento de máquinas em dois eixos por meio de referências angulares.

“Estes equipamentos também são usados para verificar o paralelismo de guias lineares com precisão de até 0,01 segundo de grau”, explica Marcello. Por sua vez, os telescópios de microalinhamento fornecem informações de deslocamento (verticais e horizontais) também

no barramento das máquinas. A identificação e correção destes problemas evitam que os erros sejam transferidos para a peça, eliminando gastos de tempo e dinheiro com retrabalhos. Outro instrumento, o clinômetro, muito usado na verificação de cabeçotes indexadores, aponta diferenças no nivelamento de elementos mecânicos de pequeno ou grande porte.

A título de comparação, o clinômetro funciona como um nível tradicional, porém mostra variações de 0o a 360o. Já o nível de alta precisão trabalha com tolerâncias mais apertadas, sendo utilizado em verificações de barramentos diversos e planicidade de desempeno, uma atividade muito comum em laboratórios de calibração.

Ainda é possível utilizar softwares especialmente projetados para o cálculo destas informações. Um recurso que facilita a análise, já que fornece gráficos e tabelas das medições que podem, inclusive, ser impressos em forma de certificado de medição, contendo informações adicionais do procedimento aplicado, dados da máquina controlada e condições ambientais. As medições também

Modernização
Atualmente, é cada vez mais comum indústrias optarem pelo retrofit de máquinas – processo de reforma que moderniza máquinas antigas, mantendo suas características periféricas, em perfeitas condições de conservação mecânica. As razões pela escolha desta prática são diversas, mas os principais fatores motivadores são a redução de custos e a redução nos prazos de entrega.

Aplicar um novo comando numérico (CNC) ou comando lógico programável (CLP) em máquinas-ferramenta significa alterar o controle de posicionamento dos eixos lineares ou rotativos, além de conjuntos auxiliares. “Nestes casos, é imprescindível que as modificações sejam realizadas em paralelo à verificação metrológica”, detalha Marcello, que complementa: “desta forma, é possível obter a máxima precisão e ao mesmo tempo eliminar erros que já vinham ocorrendo anteriormente e muitas vezes não eram percebidos”.

Garantir a qualidade dos equipamentos não se reflete apenas na redução de custos e no aumento da produção, trata-se também de uma questão de mercado. Para exigir o máximo de toda a cadeia é necessário entendê-la. Vale lembrar, pequenos detalhes fazem toda a diferença.
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