Lançado pacto para salvar mata atlântica

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Organizações não governamentais, governos, empresas e instituições de pesquisa assinaram, ontem, um pacto para salvar a mata atlântica. O plano prevê a implantação de projetos de recuperação em larga escala para restaurar, até 2050, 15 milhões de hectares de áreas comprometidas.

Isso representaria cerca de 10% da floresta original e o dobro da área atualmente conservada. No Rio de Janeiro, por exemplo, que é praticamente coberto pela mata atlântica, com 4,26 milhões de hectares, há uma área de vegetação nativa de 1,34 milhão de hectares. Com o pacto, ela cresceria cerca de 70%.

O pacto foi assinado por entidades como SOS Mata Atlântica, Instituto Bio Atlântica, Associação Mico Leão Dourado, The Nature Conservacy, WWF-Brasil, além dos governos do Rio, São Paulo e Espírito Santo e Ministério do Meio Ambiente. Também participam da iniciativa instituições de pesquisa como Esalq-USP, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e empresas como Vale, Aracruz Celulose, Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Suzano.

Entre as medidas lançadas pelo governo do Rio, a Secretaria do Meio Ambiente destacou a ampliação do Parque Estadual dos Três Picos, aumentando de 46 mil hectares para 58 mil hectares a área de preservação, a duplicação da Reserva Biológica de Araras, o Parque Estadual da Costa do Sol, na área de restinga, e a implementação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ecológico. A partir deste ano, os municípios que adotam medidas de restauração ambiental passam a receber 1% do imposto e o repasse aumentará gradativamente até 2011, chegando a 2,5%.

O chamado Pacto pela Restauração da Mata Atlântica tem o objetivo de integrar iniciativas já existentes e ampliar o alcance de projetos para “reverter o processo de degradação e começar um amplo programa de recuperação dessa floresta”, afirmou o coordenador-geral do conselho de coordenação do projeto, Miguel Calmon, que também é diretor do programa de conservação para a Mata Atlântica da The Nature Conservancy.

Calcula-se que apenas 7,26% da área original da Mata Atlântica (de 1,36 milhão de quilômetros quadrados) ainda estejam conservados. Outros 13%, segundo os idealizadores do pacto, são fragmentos em diferentes estágios de conservação, que necessitam de ações de proteção.

Segundo Calmon, o valor médio para recuperar um hectare da mata atlântica é US$ 1 mil, o que levaria a um cálculo de aproximadamente US$ 15 bilhões para recuperar 15 milhões de hectares.
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