Irati terá maior fábrica integrada de biodiesel do mundo

Fonte: Agência Estadual de Notícias - 14/11/08
Foto: Agência Estadual de Notícias  (Christianne Fullin)

A maior indústria integrada de biodiesel do mundo será construída na cidade de Irati, região Centro-Sul do Paraná. O anúncio oficial foi feito nesta quinta-feira (13) pela diretora-executiva da Companhia Brasileira de Energias Alternativas e Renováveis (CBEAR), Christianne Fullin.

Juntamente com o secretário estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, e de autoridades de Irati, a empresária afirmou que o primeiro lote da produção com destino ao mercado internacional já está vendido e ocorrerá no início de 2010.

Com investimentos de cerca de 300 milhões de euros, a empresa terá capacidade de produção de 600 mil toneladas de biodiesel por ano e serão gerados 150 empregos diretos e milhares de indiretos. “Estaremos ao lado do agricultor. Vamos promover a capacitação dos trabalhadores e todas as negociações entre empresa e produtor serão feitas por contrato”, explicou a empresária. “Nenhum produtor será incentivado a plantar sem um contrato fechado, criando assim, um pacto de confiança”.

Em um terreno já escolhido de 120 alqueires, a empresa optou por Irati pela infra-estrutura logística, proximidade com Porto de Paranaguá e pelo uso de uma linha férrea. “A Ferroeste será a prestadora de um ramal ferroviário para escoar nossa produção”, disse Christianne Fullin.

Segundo o prefeito Sergio Stoklos, a empresa vai agregar valor às propriedades rurais, além de gerar reflexos na área urbana, rural e de vários municípios vizinhos. “Irati está preparada para receber investimentos de grande porte e o apoio do Governo do Estado foi fundamental para a escolha de nosso município”, afirmou.

A opinião foi reforçada pelo secretário municipal de Indústria e Comércio, José Tadeu Jenczmionki. “O perfil agrícola da cidade irá mudar e teremos uma grande inclusão social”, diz.

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Um total de 68 municípios integrados deve garantir o fornecimento de oleaginosas como o girassol e a canola - culturas cultiváveis em período de entressafra nas propriedades rurais.

Para isso, serão instalados 15 entrepostos nas cidades, onde ficarão armazenados os grãos para que a empresa faça o transporte até Irati. Também haverá a participação de cooperativas que trabalham no fornecimento de soja. Durante o anúncio, a empresária afirmou que a soja será a cultura para produção inicial de biodiesel.

Em uma etapa futura, será utilizado o tungue, oleagionosa de cultura perene que pode ser implementada em locais onde não existe aproveitamento do solo para cultivos tradicionais.

De acordo com o deputado estadual Felipe Lucas, o empreedimento deve melhorar o desenvolvimento do município. “A expectativa é grande, pois o maior benefício com a instalação da empresa será a geração de renda e empregos na cidade”.

Negociações

Até a empresa selar a escolha de Irati, foram sete meses de negociação entre empresa e Governo do Estado. A empresa não buscou exigências, mas promover um amplo debate para criar parcerias e convênios com diversos órgãos governamentais do Estado.

“Da pesquisa da melhor variedade de oleagionosa, até a logística para o transporte das matérias-primas, desenvolvimento tecnológico e ambiental, o Governo do Estado foi parceiro da iniciativa privada”, revela o secretário Virgílio Moreira Filho.

Estão envolvidas no projeto da fábrica as Secretarias da Indústria e Comércio, Agricultura e Abastecimento, Ciência e Tecnologia, Fazenda, Meio Ambiente, além da Emater, IAP, Iapar, Ferroeste, Tecpar e Lactec.



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