PIB brasileiro deve subir 3,9%

Fonte: Instituto Brasileiro de Siderurgia - 10/04/2007

Analistas de instituições financeiras estimam um crescimento de 3,9% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de acordo com pesquisa do Banco Central sobre tendências para os principais indicadores da economia, realizada semanalmente e divulgada às segundas-feiras. O Boletim Focus, com os dados da pesquisa, mostra que os entrevistados estimam o maior crescimento da economia há duas semanas, sendo que na semana anterior a projeção era de 3,51%. Para 2008, a perspectiva também aumentou, passando de 3,60% na pesquisa anterior para 3,90%.

Ainda segundo o relatório, a perspectiva para a cotação do dólar norte-americano é de R$ 2,10 ao final deste ano, ante R$ 2,11 na estimativa da pesquisa anterior. Em 2008, os analistas projetam a cotação a R$ 2,17, contra R$ 2,20 da outra semana.A pesquisa constatou, também, que a projeção da taxa básica de juros (Selic), atualmente de 12,75% ao ano, será reajustada para 12,50% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada neste mês. Os especialistas consultados apostam que a Selic continue caindo até chegar ao final de 2007 em 11,50% e em 10,50% no final de 2008.

Analistas de mercado e instituições financeiras esperam queda, nos próximos 12 meses, no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para a meta oficial de inflação. A projeção para o período caiu de 3,70% para 3,66%, na comparação semanal. No entanto, a estimativa para este ano manteve-se estável em 3,86%. Na capital paulista, há perspectiva de leve queda na inflação nos próximos 12 meses. Os entrevistados estimam que Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), deve ficar em 3,64%, ante 3,65% da pesquisa anterior. O BC também consulta as estimativas para os indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a inflação no atacado. Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) a tendência é de leve queda em 12 meses, passando de 4,05% para 4%.
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