Tupy amplia produção de blocos de motor para atender país e exterior

A produção crescerá 25% e terá como base a tecnologia do ferro fundido vermicular

Foto:  Tupy

A Fundição Tupy anunciou, na semana passada, que seu projeto de investimentos para aumento da capacidade de produção terá como foco principal a expansão da divisão de blocos de motores com maior valor agregado.
 

A produção deste item crescerá perto de 25%, saindo de 300 mil toneladas para 370 mil toneladas, e terá como base a tecnologia do ferro fundido vermicular (Compacted Graphite Iron - CGI, na sigla inglês), que aumenta a eficiência do motor, tornando-o mais leve, silencioso e menos poluente.

A produção total de itens em ferro fundido feitos pela empresa - que contempla outras peças como conexões, granalhas e perfis - é prevista para passar de 480 mil toneladas para 580 mil ainda em 2008, podendo chegar a até 670 mil toneladas em 2010, dependendo da demanda do mercado.

Investimentos


Segundo Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, presidente da Tupy, o plano de investimentos da fabricante até 2010 deverá atingir o montante de R$ 385 milhões. O valor a ser investido pela Tupy contempla o aumento de capacidade produtiva e aportes em outros itens, como troca de maquinário.

A cifra é maior do que a divulgada anteriormente pela companhia e por representantes dos governos estadual e municipal. O plano antigo previa investimentos de R$ 300 milhões, que atendiam às premissas do programa governamental Pró-Emprego, que oferece incentivos fiscais a empresas que, por meio de aumento da capacidade de produção, gere mais empregos e aumento de renda.

A empresa dividiu o aporte em quatro itens distintos: R$ 150 milhões para modernização de máquinas e substituição de equipamentos, R$ 30 milhões na melhoria da eficiência operacional, R$ 175 milhões em instalação de novas linhas de fundição, além de R$ 30 milhões para aquisição de equipamentos de proteção ao meio ambiente.

O reforço da produção em ferro vermicular tem relação com novos projetos da linha de blocos de motores, já previstos com essa tecnologia pela empresa para fornecimento a partir de 2009. Entre esses novos contratos está o da General Motors americana.

Tarquínio disse que parte da expansão da empresa é por conta da demanda da montadora americana, mas ainda não tem relação com o novo investimento previsto pela montadora no Brasil. A GM anunciou recentemente uma nova fábrica de motores, em Santa Catarina, e chegou a falar sobre a importância de ter perto dessa fábrica uma fundição de grande porte como a Tupy.

Recursos

Parte dos recursos será do próprio caixa da companhia e os demais serão financiados. A Tupy analisa possível operação de crédito junto a bancos ou até mesmo um financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDES detém o controle da Tupy, juntamente com a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com participação acionária próxima a 36%.

Segundo Tarquínio, os novos investimentos estão sendo feitos por conta da nova fase que vive a empresa, depois de concluída sua reestruturação financeira.

Os recursos pretendem atender à demanda do mercado nacional e do exterior. O presidente da Tupy não fez projeções para o crescimento das vendas no mercado interno neste ano.

No exterior, apesar do câmbio desfavorável, a Tupy pretende manter suas operações no mesmo patamar: 60% do total do faturamento. "Isso não vai ser assim para sempre. Não que eu acredite que o câmbio vai voltar a R$ 3,50, como no fim de 2002, mas eu também não acredito que esse seja o nível de taxa de câmbio sustentável para o Brasil", justificou o executivo.

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