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A falta de informações confiáveis e atualizadas nos sistemas de gestão é um problema recorrente nas plantas industriais. Dados técnicos incompletos ou dispersos entre áreas como compras, operação e manutenção podem comprometer o planejamento das intervenções, o controle de estoques e a disponibilidade operacional.
Assim, a taxonomia de dados industriais consiste na organização e na padronização das informações técnicas de ativos, peças de reposição e planos de manutenção dentro dos sistemas ERP das empresas. O trabalho parte de um mapeamento em campo e da criação de uma hierarquia detalhada, desde a unidade industrial até o nível de cada equipamento.
A estruturação permite consolidar em uma única base informações que, em muitos casos, estavam distribuídas entre diferentes áreas da empresa. A aplicação tem avançado especialmente em organizações com múltiplas unidades e grande volume de ativos.
Além da organização dos cadastros, a taxonomia pode apoiar a definição dos níveis de criticidade dos ativos, a criação de planos de manutenção e análises de modos e efeitos de falha, conhecidas pela sigla FMEA. Os dados estruturados também podem ser integrados a soluções de monitoramento e análise.
A SKF desenvolve projetos de taxonomia de dados industriais desde 2019, com aplicações nos segmentos de mineração, agronegócio, cimento e metalurgia. Até o momento, a companhia informa ter estruturado 88 mil ativos.
Um dos projetos foi realizado em uma unidade industrial de Petrolina, em Pernambuco. O trabalho envolveu a estruturação do sistema de manutenção SAP e a digitalização completa do acervo técnico de ativos.
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Foram criadas hierarquias de equipamentos, cadastros de componentes com códigos únicos para rastreabilidade e listas técnicas de peças. Com o projeto, o sistema passou a concentrar informações íntegras e padronizadas para a gestão de ativos e o suporte à tomada de decisão.
Em outra planta industrial, mais de 55 mil itens foram cadastrados, incluindo equipamentos e componentes técnicos. Segundo a empresa, a estruturação ampliou a visibilidade sobre o parque industrial e permitiu ajustes nas políticas de estoque e manutenção.
“Quando os dados de ativos não estão estruturados, o sistema de gestão perde valor como ferramenta de planejamento. A taxonomia permite padronizar essas informações e criar uma base única, que sustenta decisões mais rápidas e alinhadas à operação”, afirma Pedro Laguardia, supervisor de Engenharia da SKF.
Os projetos também têm avançado nos setores de agronegócio, alimentos e bebidas e cimento, especialmente em empresas com múltiplas unidades e elevado volume de ativos.
“A principal demanda observada nas indústrias é a falta de informações confiáveis e atualizadas nos sistemas. A estruturação desses dados permite elevar a confiabilidade do sistema e melhorar o planejamento das intervenções”, afirma Henrique Severino, coordenador de Engenharia da SKF.
*Imagem de capa: Depositphotos.com
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