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Caoa reinaugura fábrica no Brasil e anuncia produção de modelo 100% nacional

Reabertura marca o início de um novo ciclo de investimentos de R$ 5 bilhões

A Caoa reinaugurou na última quinta-feira, dia 26, sua planta fabril em Anápolis (GO), e anunciou o lançamento da linha de produção do modelo Uni-T, fabricado em parceria com a montadora chinesa Changan e primeiro modelo da marca totalmente produzido no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participaram do evento.

Na ocasião, o co-presidente executivo da Caoa, Carlos Phillipe Luchesi de Oliveira Andrade, afirmou que, por apresentar características próprias para a realidade brasileira, o novo modelo da montadora estabelece um novo paradigma para o país. “Apresentamos ao Brasil o primeiro automóvel fabricado pela Caoa Changan em solo brasileiro. Não se trata apenas de um veículo. Trata-se de um marco. Um automóvel com tecnologia global produzido no Brasil por mãos brasileiras e desenvolvido para o Brasil”, destacou o executivo.

“Esse veículo nasce com uma característica fundamental para o Brasil: ele é flex. Isso significa mais eficiência, mais competitividade e total aderência à nossa matriz energética. É a combinação entre tecnologia global e inteligência brasileira. É a prova de que uma empresa 100% brasileira pode produzir veículos com padrão global de qualidade, sofisticação e inovação. É a prova de que o Brasil pode e deve ser protagonista da nova indústria automotiva mundial”, continuou Luchesi.

O modelo Uni-T passou por um processo de adaptação às condições brasileiras. O programa de validação envolveu 30 protótipos e mais de 2 milhões de quilômetros de testes, realizados em diferentes regiões do país, enfrentando variações severas de pavimentação, clima e condições reais de uso. Ao longo dos últimos 24 meses, mais de 200 engenheiros brasileiros e chineses participaram do desenvolvimento do modelo.

R$ 8 milhões em investimentos

A planta de Anápolis introduz técnicas avançadas de fabricação inéditas na América Latina. O lançamento consolida a cidade goiana como polo industrial estratégico e marca o início de um novo ciclo de investimentos de R$ 5 bilhões, após a conclusão antecipada do programa de R$ 3 bilhões iniciado em 2023. Somados, os investimentos já realizados e o novo ciclo anunciado elevam o aporte total da montadora no projeto para R$ 8 bilhões. O investimento contempla, entre outros pontos, a capacitação especializada da mão de obra da montadora, que hoje emprega mais de 21 mil brasileiros direta e indiretamente.


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Presidente do Conselho da Changan, o chinês Zhu Huarong esteve presente na reinauguração e destacou o sucesso da Nova Indústria Brasil. “O país continua se fortalecendo e desempenha um papel cada vez mais importante no mundo. Para a Changan, o Brasil não é apenas um lugar para investir, mas uma terra onde estamos comprometidos em construir um futuro de longo prazo. Estamos comprometidos em investir no Brasil, expandir nossa presença aqui e atender o mercado mais amplo da América Latina. O início da produção aqui marca um passo importante para transformar nossa estratégia em realidade”, ressaltou.

Investimentos no setor automotivo

Durante a visita, o presidente Lula destacou o bom momento econômico do país, em especial no setor automotivo. Segundo ele, até 2033, serão investidos R$ 190 bilhões, dos quais R$ 140 bilhões por parte das montadoras e R$ 50 bilhões alocados pelo setor de autopeças.

Lula destacou ainda dois pontos ligados a temas atuais que serão trabalhados pelo governo: um plano para aliviar o endividamento dos brasileiros e ações para não permitir que os efeitos do conflito no Oriente Médio impactem a vida das pessoas.

“A economia está bem, mas nós temos a sociedade brasileira um pouco endividada. Eu pedi ao meu ministro da Fazenda (Dario Durigan, presente à visita) que a gente precisa tentar resolver esse problema da dívida das pessoas. Queremos ver como a gente faz para facilitar o pagamento daquilo que vocês devem. Nós estamos tentando encontrar uma saída para ver se a gente diminui a angústia da sociedade, melhorar esse endividamento e conseguir fazer com que as pessoas se sintam aliviadas”, disse o presidente.