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A expressão “do aço ao plástico” resume uma lógica industrial que conecta setores como metalurgia, energia, plásticos e automação em um ecossistema colaborativo. Essa integração será tema central da Semana Industrial Mineira (SIM), que acontece de 9 a 12 de setembro no Expominas, em Belo Horizonte.
O evento se consolida como espaço de encontro entre empresas de diferentes portes. A edição de 2025 prevê uma programação com exposição de soluções, palestras técnicas e rodadas de negócios. A expectativa é de reunir startups, fábricas familiares e grandes corporações, estimulando conexões estratégicas e novas parcerias.
O estado abriga mais de 47 mil indústrias ativas, segundo a FIEMG. A entidade aponta que o setor responde por cerca de 30% do PIB mineiro, resultado em grande parte da cooperação entre áreas complementares. Exemplos incluem o aproveitamento de resíduos da metalurgia pela indústria do plástico ou a adaptação de soluções energéticas a processos industriais específicos. Essa lógica tem garantido ganhos em produtividade, eficiência energética e redução de custos.
A incorporação de tecnologias da chamada indústria 4.0 vem se tornando cada vez mais acessível. De acordo com a CNI, empresas que adotam sensores, softwares de monitoramento e automação — mesmo em níveis básicos — registram até 22% de redução em custos operacionais. A inovação deixou de ser restrita a grandes corporações e já alcança também micro, pequenas e médias empresas.
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A relação entre setores evidencia a interdependência industrial. O aço fornece estruturas e componentes utilizados pelo plástico; o plástico retorna em forma de embalagens, peças técnicas e soluções para metalurgia, automotivo, construção civil e eletroeletrônicos. Essa retroalimentação contribui para cadeias mais ágeis, competitivas e menos vulneráveis a crises de suprimentos.
O debate sobre sustentabilidade se traduz na adoção de práticas de economia circular, em que resíduos são convertidos em novos insumos. No Brasil, estima-se que mais de R$ 14 bilhões sejam desperdiçados anualmente em materiais recicláveis. A integração setorial pode reduzir perdas e ampliar a rentabilidade, ao mesmo tempo em que diminui impactos ambientais.
A integração entre setores deixou de ser uma tendência e passou a ser uma condição para a competitividade industrial. No caso mineiro, conectar aço, plástico, energia, automação e inovação representa não apenas ganhos de mercado, mas também a definição de um modelo produtivo mais sustentável e alinhado às transformações globais. E a Semana Industrial Mineira é o espaço para esta conexão.
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