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A Ford anunciou um investimento de US$ 5 bilhões em uma nova linha de veículos elétricos mais baratos, numa tentativa de ampliar o acesso à tecnologia e recuperar espaço em um mercado cada vez mais competitivo.
A montadora pretende lançar, a partir de 2027, uma picape elétrica de médio porte com preço inicial de US$ 30 mil, seguida por um crossover e um modelo voltado ao transporte por aplicativo, todos posicionados abaixo da média atual do mercado norte-americano.
O movimento marca a primeira plataforma totalmente elétrica desenvolvida pela empresa desde o zero, após experiências limitadas com modelos como a F-150 Lightning. Para o CEO Jim Farley, trata-se de um “novo momento Model T”, em referência ao carro que democratizou o acesso ao automóvel no início do século XX. A estratégia busca responder à pressão de fabricantes chineses, como BYD e Geely, que avançam rapidamente na produção de elétricos de baixo custo.
Além dos novos modelos, a Ford destinará US$ 2 bilhões para converter sua fábrica em Louisville (Kentucky), antes dedicada ao SUV Escape a combustão, e passará a utilizar baterias LFP (fosfato de ferro e lítio), de menor custo. Segundo a companhia, os novos veículos poderão ser produzidos em 40% menos tempo e com uma estrutura de trabalho mais enxuta, fruto de um projeto conduzido por Alan Clarke, ex-Tesla.
A aposta, no entanto, acontece em um cenário desafiador: a divisão de elétricos da Ford registrou prejuízo de US$ 5,1 bilhões em 2023 e enfrenta incertezas adicionais com a retirada de incentivos fiscais para consumidores e fabricantes promovida pelo governo Trump. Apesar das dificuldades, Farley afirma que cada novo modelo precisa chegar ao mercado já com margens positivas, condição essencial para que a empresa alcance escala e evite erros do passado.
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*Imagem de capa: Depositphotos.com
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