Nacionalização: BorgWarner vai exportar controladores de baterias para os EUA

Embora a fábrica de Piracicaba tenha sido inaugurada em fevereiro deste ano, a unidade ganhou clientes no exterior e já garantiu a primeira ampliação do espaço.

Destinado a veículos comerciais pesados de 98 KW/h com tensão de 665 V, o módulo de controle de baterias (BMS), produzido na fábrica de sistemas de baterias da BorgWarner, em Piracicaba (SP), começará a ser exportado para os Estados Unidos em 2024. De acordo com a publicação do AutoData, as baterias desenvolvidas pela companhia são de alta densidade energética e foram projetadas para 4 mil ciclos de recarga, o equivalente a oito a dez anos de durabilidade.

Marcelo Rezende, diretor de sistemas de baterias da BorgWarner no Brasil, destacou que a exportação impulsionará a fábrica em Piracicaba, possibilitando a ampliação da produção do BMS em até três vezes até o final de 2024. Além disso, ressaltou os planos de reutilização das baterias em estações de recarregamento por cerca de oito a dez anos, seguidos de um processo de reciclagem de mais de 85% do material.

Rezende também enfatizou a importância do moderno sistema de produção, o que viabilizou a competitividade internacional, destacando a intenção de transformar a unidade brasileira em um centro de montagem dos sistemas de gerenciamento de bateria, planejando o estabelecimento de um centro de competência para produção do BMS nas Américas.

Segundo a publicação, por enquanto, os dez meses de operação em Piracicaba se resumiram a fornecer sistemas de baterias para os primeiros cinquenta ônibus elétricos produzidos pela Mercedes-Benz e, para 2024, está prevista a entrega de quinhentas unidades para o cliente. Como cada ônibus utiliza cinco packs de baterias a fábrica terminará seu primeiro ano com a produção de 250 unidades e planeja superar os 2,5 mil packs no segundo ano, mas a planta foi inicialmente planejada para produzir até 5 mil sistemas por ano para equipar de 1 mil a 1,2 mil veículos – equivalentes ao suprimento energético de 500 MW/h, suficientes para abastecer 250 casas por um ano.

Nacionalização

Atualmente os packs vêm montados da Alemanha e aqui é feita a integração do sistema com componentes montados em Piracicaba. No entanto, com o crescimento previsto, a unidade deve começar, em breve, a executar a montagem completa dos módulos. O plano, diz o executivo, é aumentar gradualmente a nacionalização da montagem do sistema. “Desde o início já tínhamos a meta de ampliar a nacionalização da montagem de baterias no Brasil, multiplicar por cerca de vinte vezes o faturamento da fábrica e quadruplicar o número de funcionários já em 2025”, disse.