Encontro Brasil- Alemanha reúne 1,3 mil empresários

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI) - 13/11/07   
Foto: Divulgação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a sua congênere alemã, a Bundesverband der Deutchen Industries (BDI), promovem entre os dias 18 e 20 de novembro, em Blumenau (SC), o 25º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha. O evento deste ano, que tem o objetivo de estreitar as relações comerciais entre os dois países, será o maior da história, com cerca de 1,3 mil empresários e autoridades, sendo 200 alemães e 1,1 mil brasileiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença na abertura oficial do encontro, no dia 19, no Parque Vila Germânica. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o ministro alemão da Economia e Tecnologia, Michael Glos, também participarão da abertura, ao lado dos presidentes da CNI, Armando Monteiro Neto, e da BDI, Jürgen Thumann.

Para o gerente executivo de Comércio Exterior da CNI, José Frederico Alvares, o evento proporciona a interação das empresas em diversas áreas, em especial nas de tecnologia, que é o tema principal do evento: "Inovação tecnológica: Cooperação para a Competitividade Internacional".

Alvares acredita que a maior preocupação dos empresários inscritos é a de conhecer as oportunidades comerciais no outro país, em seu respectivo setor de atuação, e se inteirar das novidades tecnológicas. "Pela característica do evento, os empresários ampliam a rede de relacionamento. E por conta dos assuntos abordados nos painéis, ficam atualizados sobre o que está acontecendo no outro país, ficam sabendo dos problemas e dificuldades e também das oportunidades e novidades", afirma. José Frederico Alvares não descarta também a possibilidade de que contratos comerciais sejam assinados em Blumenau, apesar de ser mais comum que as conversas sejam iniciadas num evento como esse.

Os assuntos que serão abordados no 25º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha vão do agribusiness a investimentos em infra-estrutura e energia elétrica, passando por cooperação tecnológica, biocombustíveis, internacionalização de indústrias fornecedoras e responsabilidade social corporativa, entre outros.

A programação completa está disponível no site oficial do evento www.brasilalemanha2007.com

Comércio bilateral

O intercâmbio comercial entre Brasil e Alemanha cresce há quatro anos, com expectativa de crescimento também em 2007 ante 2006. No ano passado, a corrente de comércio (importações e exportações) foi de US$ 12,194 bilhões. O Brasil exportou US$ 5,691 bilhões e comprou US$ 6,503 bilhões em produtos germânicos, tendo saldo negativo de US$ 812,200 milhões.

Neste ano, até setembro, a corrente de comércio foi de US$ 11,470 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 5,159 bilhões e importações de US$ 6,310 bilhões, ou seja, saldo positivo para a Alemanha em US$ 1,151 bilhão.

Das exportações brasileiras, mais da metade são de produtos semimanufaturados ou manufaturados. De janeiro a setembro deste ano, o Brasil vendeu aos alemães US$ 2,913 bilhões nessas duas categorias, dos quais US$ 2,534 bilhões de bens manufaturados e US$ 378 milhões de semimanufaturados. Os principais produtos exportados pelo Brasil para a Alemanha são minérios de ferro não-aglomerados, café em grãos, carros e minérios de ferro aglomerados.

Empresas alemãs no Brasil


Existem cerca de 1,2 mil empresas de capital alemão, de pequeno, médio e grande portes, instaladas no Brasil, segundo estimativa da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Elas empregam aproximadamente 250 mil pessoas e têm faturamento anual estimado em US$ 40 bilhões. De acordo com a entidade, as empresas alemãs investiram desde que começaram a chegar ao país perto de US$ 21,7 bilhões, dos quais 88% no setor industrial.

Pelos cálculos da Câmara Brasil-Alemanha, no período de 2005 a 2010 as dez maiores empresas instaladas no país devem investir no Brasil em torno de US$ 7,7 bilhões.



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