Motores elétricos precisam de revolução na linha de montagem

Fordismo para carros elétricos

O fordismo - a linha de montagem, o processo produtivo idealizado por Henry Ford - foi a revolução que viabilizou a expansão da indústria automobilística, responsável por impulsionar a economia mundial por mais de um século.

Motor elétrico automotivo - para veículos totalmente elétricos - adaptado ao espaço de instalação. [Imagem: Schaeffler]
Motor elétrico automotivo - para veículos totalmente elétricos - adaptado ao espaço de instalação.
[Imagem: Schaeffler]

Então, se os carros elétricos pretendem mesmo tomar a dianteira, aposentando de vez os motores a combustão, então precisaremos providenciar uma "revolução fordista para os motores elétricos", defende Jürgen Fleischer, do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha.


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Atualmente, os motores elétricos automotivos são produzidos principalmente em pequenos lotes ou com baixa produtividade, em fábricas apenas parcialmente automatizadas, em linhas de transferência altamente especializadas, mas muito inflexíveis, e onde não é incomum encontrar processos ainda sendo realizados manualmente, destaca o engenheiro.

Por isso, ele e sua equipe estão apostando no desenvolvimento de um novo sistema de produção mais ágil e baseado em um produto modular, o que permitirá sua aplicação a motores elétricos de várias tecnologias.

"Dessa forma, permitiremos uma futura produção flexível, mas ainda economicamente eficiente, de vários modelos e quantidades de motores elétricos baseados em várias tecnologias. Isso permitirá que efeitos de escala de redução de custo sejam usados para várias séries de produtos e tecnologias de fabricação," disse Fleischer.

Motores elétricos automotivos

Este é um protótipo de estator com um enrolamento de fio plano compacto, produzido com a ajuda da nova tecnologia de fabricação. [Imagem: Gehring]
Este é um protótipo de estator com um enrolamento de fio plano compacto, produzido com a ajuda da nova tecnologia de fabricação.
[Imagem: Gehring]

A equipe está trabalhando em três projetos parciais paralelos: O primeiro é um kit de produto integrado baseado em estruturas modulares e robustas e métodos flexíveis de desenvolvimento e projeto; o segundo projeto parcial abrange as estruturas e tecnologias necessárias para os sistemas flexíveis; e o terceiro projeto parcial tem como objetivo comercializar o sistema de produção, de modo que os resultados do projeto de pesquisa possam ser transferidos para a escala industrial.

Além disso, soluções parciais e o sistema completo para o desenvolvimento ágil de motores elétricos automotivos estão passando por validações técnicas e econômicas.

"Um sistema de produção ágil baseado em um processo de desenvolvimento de produto integrado será decisivo para o sucesso econômico da nossa abordagem flexível," explica Fleischer. "O sistema é capaz de acomodar mudanças e é caracterizado por elementos modulares de fabricação, interfaces padronizadas e conceitos de dimensionamento. Dessa forma, ele pode responder com flexibilidade às mudanças nos requisitos de mercado e tecnologia."

A expectativa é que tudo isso ajude a reduzir o risco empresarial e facilite a adoção da tecnologia flexível.




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