Librelato investirá R$ 25 milhões para aumento de capacidade produtiva

Aporte aumentará área construída na fábrica de Içara e introduzirá tecnologias de indústria 4.0 na planta de Criciúma

No ano em que completa 50 anos, a Librelato, fabricante de implementos rodoviários, planeja investimento de R$ 25 milhões em suas fábricas de Içara e Criciúma, ambas em Santa Catarina, com foco no aumento da capacidade produtiva. O aporte que será aplicado ao longo de 2019 prevê a introdução de tecnologias de indústria 4.0, com processos automatizados em Criciúma, além da construção de nova área fabril de 9 mil m2 e ampliação da área administrativa até o fim deste ano na planta de Içara.

“Só na cabine de pintura, por exemplo, vamos investir R$ 5,5 milhões do total; toda a pintura passará a ser feita só por robôs”, conta o CEO, José Carlos Sprícigo.

Com uma taxa de ocupação elevada, o executivo diz que a modernização em curso deverá ser concluída em fevereiro de 2020, quando a capacidade deverá avançar para 14 mil unidades por ano. A ampliação prevê ainda a contratação de mais 130 pessoas até agosto. Atualmente, a empresa conta com 1,5 mil funcionários, sendo que 400 foram contratados nos primeiros quatro meses de 2019.


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O executivo tem pressa em atender o mercado. Atualmente com um prazo de 120 dias para a entrega dos produtos, Sprícigo revela que toda a transformação que vem sendo feita na companhia se deve ao reaquecimento do mercado de caminhões. Em 2018, a marca, que só atua no segmento de implementos da linha pesada (reboques e semirreboques), viu suas vendas dobrarem em comparação com o ano anterior, com a venda das 7 mil unidades produzidas no período. Enquanto isso, o mercado total deste segmento cresceu 49,1%. O volume também lhe garantiu uma participação inédita de 13% no segmento em que atua e com isso, a marca figura hoje como a terceira maior fabricante do ramo no Brasil.

Também em 2018, a empresa teve seu melhor ano em exportações, com quase 1 mil unidades embarcadas, um novo recorde, com produtos enviados ao Paraguai, Chile, Uruguai e Bolívia. Atualmente, a marca não atua no mercado argentino. 

“Neste ano de Fenatran, os indicativos apontam para uma expansão ainda mais significativa: podemos chegar a 17% de participação com a venda de 11 mil implementos, o total de nossa capacidade produtiva atual”, afirma.

Se sua projeção se confirmar, a empresa terá crescido 57%, enquanto a previsão para o mercado total é de uma nova alta de até 20%, para algo entre 52 e 55 mil implementos. “Só no primeiro quadrimestre, nossos negócios avançaram acima dos 70%”, revela Sprícigo. Para o mercado de caminhões, ele aposta em avanço das vendas de 20% no segmento pesado. 

Para o executivo, a diversificação do portfólio garante o fôlego nos altos e baixos do mercado. “Temos a linha basculante, que é nosso carro chefe para o setor de construção, por exemplo, mas o mercado caiu pela falta de investimentos nessa área. Ao mesmo tempo, atuar com outras linhas ajudam a compensar esse tipo de perda, como a florestal, que vem se mantendo com 30% de participação nas nossas vendas”, exemplifica.

Na área de peças para a o mercado de reposição, a Librelato registrou 40% de aumento nas vendas em 2018. Para este ano, a empresa quer elevar o número de pontos de venda de autosserviço, que inaugurou no segundo semestre do ano passado e que funciona como no conceito de lojas de departamento. “Estamos hoje com cinco lojas instaladas neste modelo e devemos atingir as 20 unidades no Brasil este ano.”

Na onda das Startups

Motivada pelo mercado, a empresa vem investindo cerca de 3% de sua receita líquida em pesquisa e desenvolvimento, índice que investiu inclusive nos anos de crise. “É muito importante estar atualizado em termos de tecnologia e mesmo de maquinário, o que nos garantiu um aumento expressivo de produtividade nos últimos anos. Hoje conseguimos produzir em duas fábricas o que já produzimos em cinco”, comenta Sprícigo.

Para ajudar com a demanda por novos projetos e tecnologias de materiais e aplicação, a Librelato vem apostando em novos tipos de parceria, como startups e projetos junto a universidades. “Vemos os startups como grandes laboratórios que aceleram o ritmo de desenvolvimento e testes; ao mesmo tempo, nos fazem pensar fora do ambiente de negócio a que estamos acostumados”, comenta.

Para fomentar o avanço nesta área, a empresa faz parte de um grupo de empresas de diversos setores que negocia junto ao estado de Santa Catarina a instalação de um polo de inovação em Criciúma.




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