Dana dobra faturamento no mercado de reposição

Empresa assumiu operação de aftermarket em 2017 e espera por crescimento acelerado

Em 2017 a Dana retomou para si a operação de aftermarket, que ficou 13 anos sob responsabilidade da sócia Affinia. O resultado não poderia ser melhor: “Em menos de dois anos dobramos nossas vendas no mercado de reposição”, destacou o diretor de marketing Luis Pedro Ferreira, na apresentação de seu estande na Automec 2019, maior feira do setor de autopeças nacional que acontece até o dia 27 no SP Expo. 

Um dos impulsores desse resultado foi o relançamento, no fim de 2017, da Albarus – nome que remonta às origens da empresa no Brasil na década de 1950, quando a Dana adquiriu o negócio. Depois de quase sumir, a marca foi relançada com grande número de itens quando a Dana reassumiu as rédeas da área de aftermarket. “Descobrimos que a Albarus ainda tinha 94% de recall (lembrança) entre os clientes desse mercado. Era uma joia que não usávamos. O resultado é que hoje a marca já representa 40% das vendas na reposição”, conta Ferreira. 

O executivo destaca que o aftermarket e exportações respondem por cerca de 30% dos negócios da Dana no Brasil e a expansão deve continuar em ritmo acelerado nos próximos anos.


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“Este ano não deveremos crescer mais do que um dígito porcentual no aftermarket, mas com os lançamentos de novos componentes que planejamos as vendas podem dobrar novamente em mais três anos”, calcula Luis Pedro Ferreira.

Considerando todos os negócios da Dana no Brasil, incluindo o fornecimentos direto aos fabricantes de veículos, a expectativa é de crescimento de 20% este ano. 

Os principais produtos vendidos pela Dana no aftermarket, com as marcas Albarus e Spicer, são elementos de suspensão, juntas homocinéticas e coxins. Grande parte é fabricada em Gravataí (RS), mas também são importados componentes de outras unidades da Dana na China, Índia e Turquia. “A Dana está em 34 países e fornecemos para nós mesmos de todos esses lugares”, explica Ferreira. 

A Dana investiu US$ 125 milhões em suas operações no País nos últimos cinco anos. Esse valor totaliza a R$ 500 milhões quando é incluída a compra da Sifco, principal fabricante de eixos dianteiros de caminhões e ônibus no Brasil. 

Ferreira afirma que a anunciada saída da Ford do mercado de caminhões, um dos grandes clientes da Dana, ainda não afetou os negócios. “Acredito que esse espaço será rapidamente ocupado por outros fabricantes”, avalia. 




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