Exportação de máquinas e equipamentos cresce 13,9% no acumulado do ano

“O Brasil está voltando ao pico das exportações”. A análise é do presidente executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, que em entrevista coletiva, nesta terça-feira, 28 de agosto, projetou exportações de US$ 10,2 bilhões, em 2018. Ao apresentar os dados conjunturais do setor no mês de julho, Velloso, fez uma comparação com 2012, ano em que o Brasil mais exportou na sua história, chegando a US$11 bilhões em vendas externas.

Velloso também destacou que é relevante considerar o destino das exportações brasileiras, sendo que 45,5% delas têm como destino os Estados Unidos e a Europa. “Isso mostra que é uma indústria competitiva, que tem muita tecnologia e que está em linha do que o Primeiro Mundo consome”. Também reforçou que, além do exportador estar exportando mais, ele está tendo mais receita em função de uma desvalorização de 20% do real. “As empresas que exportam terão, no ano, um resultado muito bom, pois com o dólar mais caro, os exportadores estão tendo mais receita nas exportações”, afirmou.
Os dados conjunturais das importações também chamam a atenção com forte aumento. No mês de julho – em relação ao mês imediatamente anterior – o crescimento foi de 11,7% e, em relação ao mesmo mês de 2017, a alta foi de 21%. Com isso, as importações realizadas em 2018 acumularam crescimento de 18% em relação a 2017 (janeiro a julho). Para Velloso, isso representa “o início de uma reação”.


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Consumo aparente – No consumo aparente de bens da indústria brasileira – que corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – também houve crescimento. No ano, os investimentos passaram a acumular expressivos 10,5% e quem contribuiu para isso foram as importações, que ocupam a maior parte do consumo do país com 60,3%.

Empregabilidade – Outro ponto relevante dos dados conjunturais de julho é a questão da empregabilidade, em que foram recuperados 10 mil empregos diretos. “O empregador está voltando a empregar e isso é um indicativo de retomada de crescimento, apesar das más notícias da situação macroeconômica brasileira que tem piorado, no entanto, o setor de máquinas e equipamentos está melhor devido às exportações”, disse o presidente executivo da Abimaq.




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