Indicadores: Resumo de agendas econômicas globais

Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta segunda-feira (11). O destaque fica para a Balança Comercial do Reino Unido.

ÁSIA

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No Japão, o valor total de pedidos de máquinas recebidos por 280 fabricantes que operam no país aumentou 12,6% em abril em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. As encomendas de máquinas do setor privado, excluindo as voláteis para navios e as de empresas de energia elétrica, aumentaram em 10,1% em abril. Os dados são do Governo Japonês.

EUROPA

Na Itália, o índice mede a evolução mensal do volume de produção industrial (excluindo a construção) em abril recuou 1,2% em relação ao mês anterior. A variação percentual da média dos últimos três meses em relação aos três meses anteriores foi de queda em 0,7. O índice de produção industrial ajustado pelo calendário aumentou 1,9% em relação a abril de 2017 (dias úteis de calendário em abril de 2018), disse o Istat, que é o Escritório de Nacional de Estatísticas.

No Reino Unido, a queda trimestral para abril de 2018 na indústria de transformação de 0,5% é a maior queda desde maio de 2017, devido principalmente à redução de equipamentos elétricos (9,4%) e de metais básicos e produtos de metal (1,8%). A queda na produção é apoiada por uma fraqueza generalizada em todo o setor devido a uma redução na taxa de crescimento tanto do volume de exportações como do volume de negócios interno.


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Nos três meses até abril de 2018, o Índice de Produção aumentou 0,3% em relação aos três meses até janeiro de 2018, devido principalmente ao aumento de 3,2% na oferta de energia; isso foi apoiado por um aumento na mineração e pedreiras de 4,3%. Os dados são do Governo Britânico.

No Reino Unido, o déficit comercial total aumentou de £ 1,9 bilhão para £ 9,7 bilhões nos três meses até abril de 2018, devido principalmente à queda das exportações de bens e serviços.

As exportações de bens caíram £ 3,1 bilhões, devido principalmente às quedas nas exportações de máquinas, produtos farmacêuticos e aeronaves, enquanto as exportações de serviços também caíram £ 2,5 bilhões nos três meses até abril de 2018.

A queda dos volumes foi a principal razão para a queda nas exportações de máquinas, produtos farmacêuticos e aviões nos três meses até abril de 2018, já que os movimentos de preços foram relativamente pequenos.

O déficit de comércio de mercadorias do Reino Unido melhorou £ 0,6 bilhão com países fora da UE e piorou £ 1,2 bilhão com países dentro da UE nos três meses até abril de 2018.

Uma melhoria de £9,9 bilhões no superávit comercial de serviços, devido a um aumento de 8,3% nas exportações de serviços, fez com que o déficit comercial total diminuísse £6,7 bilhões nos 12 meses até abril de 2018.

As revisões resultaram em uma contribuição líquida de £0,3 bilhão para o saldo comercial total em janeiro de 2018 e contribuições para baixo de £ 22 milhões e £0,1 bilhão em fevereiro e março de 2018, respectivamente.

No Reino Unido, a construção continuou sua queda recente na série de três meses em três meses, – 3,4% em abril de 2018, a maior queda observada nesta série desde agosto de 2012. A queda de três meses na produção de construção em três meses foi impulsionada por quedas em reparos e manutenção e em novos trabalhos, que caíram 3,0% e 3,7%, respectivamente. Depois de três meses consecutivos de contração na série mês a mês no início de 2018, a produção de construção experimentou um leve recuo em abril de 2018, aumentando em 0,5%. Os dados são do Governo Britânico.

No Reino Unido, a queda trimestral para abril de 2018 na indústria de transformação de 0,5% é a maior desde maio de 2017, devido principalmente à redução de equipamentos elétricos (9,4%) e de metais básicos e produtos de metal (1,8%). A queda na produção é apoiada por uma fraqueza generalizada em todo o setor devido a uma redução na taxa de crescimento tanto do volume de exportações como do volume de negócios interno. Nos três meses até abril de 2018, o Índice de Produção aumentou 0,3% em relação aos três meses até janeiro de 2018, devido principalmente ao aumento de 3,2% na oferta de energia; isto foi apoiado por um aumento na mineração e pedreiras de 4,3%. Os dados são do Governo Britânico.

No Reino Unido, as estimativas mensais do PIB sugerem que a produção cresceu 0,2% nos três meses encerrados em maio de 2018, após um crescimento de 0,1% nos três meses encerrados em abril de 2018. Amit Kara, chefe de previsões macroeconômicas do Reino Unido, disse: “Estimamos que a produção aumentou apenas 0,2% nos três meses até maio de 2018, o que representa cerca de metade da taxa de crescimento potencial da economia. O crescimento econômico diminuiu significativamente desde o início deste ano e continua fraco. Uma das razões para o crescimento lento é a interrupção causada pelo clima severo em março, particularmente para o setor de construção.”

A última previsão trimestral do NIESR – Instituto Nacional de Estatísticas (publicada em maio de 2018) projetou um crescimento do PIB de 1,4% em 2018 e 1,7% em 2019.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos não serão apresentados indicadores nesta segunda-feira.

BRASIL

No Brasil, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 1,50%, no primeiro decêndio de junho, taxa superior a apurada em maio, quando o índice havia subido 1,12%. Os dados são da FGV/IBRE.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 2,06%, no primeiro decêndio de junho. No mesmo período do mês de maio, o índice ficou em 1,58%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 1,98% em junho, após variar 0,04% em maio. Contribuiu para o movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,03% para 9,70%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 2,76%, contra 2,20%, no mês anterior. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,60% para 2,48%.

O índice referente as Matérias-Primas Brutas registrou alta de 1,31%, após subir 2,73% no mês anterior. Contribuíram para o recuo da taxa de variação do grupo os seguintes itens: minério de ferro (7,99% para -1,12%), soja (em grão) (5,05% para 0,93%) e cana-de-açúcar (2,09% para -0,20%). Em sentido oposto, vale citar aves (-0,86% para 10,14%), milho (em grão) (1,18% para 4,11%) e laranja (-5,39% para 1,11%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,54%, no primeiro decêndio de junho, ante 0,21% no mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (-0,41% para 1,16%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -0,23% para 4,89%.

Também foram computados acréscimo nas taxas de variação dos grupos Alimentação (-0,07% para 0,61%), Vestuário (0,17% para 1,43%) e Habitação (0,31% para 0,34%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos itens hortaliças e legumes (1,48% para 10,85%), roupas (0,37% para 1,47%) e tarifa de eletricidade residencial (1,18% para 1,35%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,35% para 0,54%), Educação, Leitura e Recreação (0,30% para -0,41%), Comunicação (0,22% para 0,00%) e Despesas Diversas (0,12% para 0,04%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos seguintes itens: medicamentos em geral (3,21% para 0,53%), salas de espetáculo (1,77% para -1,00%), mensalidade para TV por assinatura (1,86% para -0,22%) e clínica veterinária (0,56% para 0,13%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,18%, no primeiro decêndio de junho. No mês anterior, esse índice havia subido 0,38%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços variou 0,25%. No mês anterior, a taxa foi de 0,47%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,13%. No mês anterior, este índice variou 0,31%.

No Brasil, a estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia continua em queda, enquanto a projeção para a inflação sobe. De acordo com o Boletim Focus, publicação divulgada na internet todas as semanas pelo Banco Central do Brasil (BCB), a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 2,18% para 1,94%. Essa foi a sexta redução seguida.

Até a previsão de crescimento do PIB para 2019, que permanecia inalterada há 18 semanas seguidas, foi ajustada de 3% para 2,80%, no boletim divulgado hoje.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,65% para 3,82% este ano, no quarto aumento seguido. Para 2019, a projeção foi ajustada de 4,01% para 4,07%.

Mesmo assim, a expectativa para a inflação permanece abaixo da meta, que é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.




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