Projeto deseja tornar Oeste do Paraná polo metalmecânico do agronegócio

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está desenvolvendo um projeto que contempla indústrias de todo o Oeste do Paraná alinhado com o Comitê Territorial de Pequenos Negócios do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD)

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está desenvolvendo um projeto que contempla indústrias de todo o Oeste do Paraná alinhado com o Comitê Territorial de Pequenos Negócios do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), por meio do qual são apresentados detalhes, perfil e as peculiaridades das indústrias da região.

De acordo com o consultor do Sebrae de Cascavel, administrador Edson Braga da Silva, que atua como gestor da Câmara Técnica de Máquinas e Equipamentos do POD, o principal objetivo da proposta é tornar o Oeste do Paraná em polo metalmecânico do agronegócio. Para isso, 29 indústrias de variados segmentos instaladas em nove municípios participam do projeto, que também inclui as câmaras técnicas de suínos, leite, frango, peixe, grãos, energia, infraestrutura e logística e meio ambiente.

No início do mês, Braga esteve na Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar), acompanhado da consultora Ana Cláudia, reunido com a diretoria da entidade, autoridades e empresários, para discorrer sobre a proposta. Ao O Presente, Braga revelou que o grupo está formado por empreendedores dos ramos de metalúrgicas, indústrias de inox, carrocerias, indústria e comércio de fibras, vidros, torno, entre outros.


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“Em Marechal Rondon participam ativamente a Indústria Schumacher, Induscava/Valinox, que atua com equipamentos para piscicultura, e a Metalúrgica AJJ. Esses empresários participam de reuniões, eventos, capacitações e missões técnicas”, expõe o consultor, acrescentando que duas empresas, uma sediada em Entre Rios do Oeste e outra em Quatro Pontes, também integram o projeto, respectivamente a Magalhães Inox e D’Inox Serviços, que trabalha na recolha de leite.

Braga explica que a Acimacar prepara um raio X da indústria no município, cujo levantamento visa convidar mais indústrias para que seja apresentado o objetivo da câmara técnica. “A Associação Comercial compreendeu que este projeto se encaixa no perfil das indústrias rondonenses, portanto vamos convidar essas empresas para fazer uma apresentação e sugerir mais empreendedores a participarem do projeto. A apresentação será no próximo dia 05 com as presenças de coordenadores do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria) de Londrina e Maringá para explanarem sobre o que conhecem de melhor em automação para indústrias, bem como na área de certificação”, diz.

Potencial

De acordo com o consultor, o diagnóstico possibilitou constatar um grande filão de mercado às indústrias de todo o Oeste, no entanto os empreendedores estão caminhando de maneira isolada. “Notamos que esses empresários têm um potencial muito grande a explorar, então fizemos o levantamento com esses segmentos, pois desejamos tornar o Oeste do Paraná em polo metalmecânico do agronegócio até 2025. É importante frisar que 80% dessas indústrias da câmara técnica estão focadas no agronegócio”, declara.

Ele comenta que há menos de dez anos poucas pessoas sabiam das empresas de tecnologia da informação (TI) existentes na região, segmento no qual hoje o Oeste é referência consolidada em nível estadual e nacional.

Consultor do Sebrae, administrador Edson Braga da Silva: “Existe potencial enorme, mas as indústrias daqui precisam ser ajudadas para que ampliem suas áreas de atuação mediante a conquista de novos mercados, não só nacional e sim pensando também no internacional” (Foto: Arquivo pessoal)

Mercados

Braga reforça que a meta é fazer o mesmo trabalho realizado com empresas de TI também na metalmecânica. “Existe potencial enorme, mas as indústrias daqui precisam ser ajudadas para que ampliem suas áreas de atuação mediante a conquista de novos mercados, não só nacional e sim pensando também no internacional. As empresas que já fizemos o diagnóstico, visitamos e agora estamos conversando é justamente para prepará-las para este mercado que ainda não possuem. No caso de quem tem, a intenção é manter esse mercado ampliando a qualidade”, salienta.

O que se deve fazer, aponta o consultor, é preparar esses empreendedores nos setores de gestão, controles, processos. “Este trabalho está sendo realizado com os parceiros, que são as associações comerciais nos municípios, bem como Sicoob, Sicredi, Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná) e todas as entidades envolvidas no POD, que também estão comprometidas com esta câmara técnica”, enaltece.

Braga ressalta que vem sendo feito um trabalho para tornar o projeto mais sólido possível para que os empreendedores entendam esse movimento. “Nós temos metodologia e as ferramentas, no entanto o empreendedor deve entender que isso é importante para ele. Estamos sanando dúvidas sobre tributação e outras questões, como processos dentro das indústrias. Nosso objetivo é facilitar a vida das indústrias para que os gestores tragam conhecimento às suas empresas e apliquem metodologias agregadoras para atender melhor os seus clientes com autossustentabilidade e produtos com cada vez mais qualidade”, finaliza.




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