Recuperação do Brasil passa por conscientização sobre investimentos

A necessidade de investimentos é clara; pessoas físicas podem ter um protagonismo nisso


Continua depois da publicidade


Recuperação do Brasil
Fonte: Pixabay

A pandemia afetou as economias do mundo inteiro e infelizmente o Brasil, segundo país com maior número de mortos no mundo, não será diferente. Os números apresentados já são preocupantes e apesar do governo prever uma recuperação em V (queda brusca mas recuperação rápida), não será surpresa para ninguém se 2021 for um ano de dificuldades.

O importante agora é buscar alternativas e tentar ao máximo dar um choque na economia para o crescimento voltar à nossa realidade. A conscientização sobre a necessidade de investimentos é algo fundamental.

É preciso se abrir para o mundo

O Brasil já teve uma economia inexplicavelmente fechada durante décadas que o mundo se globalizava. A partir dos anos 90 essa situação mudou: as importações aumentaram, o país finalmente conseguiu consolidar sua moeda e o crescimento econômico acompanhou esse ritmo.

Mas atingimos um pico no final da década passada e começo da atual e paramos. Na verdade, pior, regredimos. A segurança jurídica no Brasil não é das melhores, a configuração tributária é terrível e a burocracia enorme.

Esses são problemas que o Governo atual e até passados apontaram e prometeram mudanças. Elas ainda são muito lentas. Nós temos empresas investindo no país, mesmo neste momento difícil, mas ainda estamos longe de atingir nosso potencial.

O Brasil é um país de dimensões continentais, rico em recursos naturais e com um mercado consumidor gigante. Só isso é suficiente para nos colocar entre as 10 maiores economias do mundo. Mas a promessa de ser uma potência, que quase estávamos alcançando antes de tropeçarmos nas próprias pernas, não foi completa. Ainda há tempo.


Continua depois da publicidade


Nosso setor de tecnologia pode melhorar e o assunto da sustentabilidade e da importância do meio-ambiente não pode ser subestimado. O mundo está mudando e até investidores e instituições financeiras hoje cobram atenção e medidas inteligentes para preservar a Amazônia e outros ecossistemas.

Cabe ao governo criar as condições necessárias para nos abrirmos para o mundo, captar investimentos para criar empregos e tributos e começar a girar a roda da economia. O mais rápido possível.

O investimento não é só de empresas

Algo que não pode ser subestimado é a capacidade de uma nação que poupa e tem educação financeira tem para reanimar uma economia. É história comum nos países desenvolvidos e nos tigres asiáticos a mudança trazida por pessoas comuns entrando no mercado de investimentos.

Uma excelente novidade no mercado de investimentos e operações online é a existência de plataformas de social trading que começam a entrar no mercado de forex no Brasil. Essas plataformas, além de possibilitarem as negociações de forex e outros ativos, elas trazem o conceito da rede social, de engajamento, permitindo que um usuário copie a estratégia de algum influenciador, grande ou pequeno. 

Portanto você pode acompanhar os investimentos de alguém e ganhar junto, ou então apenas levar em consideração ao criar a sua estratégia própria. Há algumas plataformas que já aceitam clientes brasileiros e que ganham espaço a cada ano. Por exemplo, a eToro cresce de forma exponencial e investe em marketing para chegar a um novo grupo de potenciais clientes, inclusive com campanhas protagonizadas pelo ator Alec Baldwin. Outras plataformas muito interessantes são a Activtrades, XM, Admiral Markets, Iq options e pepperstone. Nelas você pode investir em todo tipo de ativo e seguir investidores que têm carteiras rentáveis e interessantes.

O Brasil não tem uma grande tradição nos investimentos. Há apenas uma Bolsa de Valores e por décadas a carteira de poupança foi o produto escolhido para quem não queria apenas guardar dinheiro no colchão.

Mas isso começa a mudar. Em maio de 2020 chegamos a 2 milhões de CPFs cadastrados na B3, sendo que em julho do ano anterior a marca de 1 milhão tinha sido alcançada. A faixa etária de 25 a 39 anos representava 28% dos investidores em 2017. Em 2020 esse número é quase metade do total: 49%.

Isso representa uma clara mudança de mentalidade. Os jovens sabem que só poupar para conseguir a casa própria ou uma aposentadoria com renda acima da concedida pelo governo não é algo viável. É preciso investir. 

O aumento na quantidade de informação e o maior acesso ao conteúdo também ajudam: canais sobre investimentos pipocam no YouTube e exemplos como o Me Poupe tem milhões de seguidores. As plataformas de investimento também estão a apenas um toque na tela do celular, com apps fáceis de usar, seja para comprar, vender ou observar os retornos conquistados.

Com o dinheiro desses novos investidores sendo destinado a investimentos e criação de capital, em vez de ficar parado ou gasto com coisas mais supérfluas, temos uma injeção muito necessária na economia. Chegou a hora de aproveitar as oportunidades e criar um país do presente, não só do futuro. 

Tópicos:



Comentários