CSP investe na produção de aços de alto valor agregado

A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) adotou tecnologia de ponta para a produção de aços destinados a diversas finalidades. Prestes a completar oito anos de sua constituição, no próximo sábado (16), e com 99,38% de execução total do projeto, a usina, uma das mais modernas do Brasil e do mundo, produzirá placas de aço para geração de produtos laminados de alta qualidade para a indústria naval, de óleo e gás, automotiva e construção civil. A capacidade instalada é de três milhões de toneladas de placas de aço produzidas por ano, apenas nesta primeira fase do projeto.

“A CSP é uma usina moderna e com equipe técnica de excelência. Esses fatores são decisivos para a nossa competitividade”, disse o CEO da siderúrgica, Sérgio Leite. Segundo ele, durante a construção da usina foram utilizados recursos naturais de forma responsável e integrada à sociedade, com investimento de R$ 1 bilhão para aquisição de equipamentos e nos processos voltados à preservação do meio ambiente.

“Vale destacar que a CSP será autossuficiente em energia elétrica e com recirculação de 96% da água. O controle ambiental será modelo no Brasil legislação nacional”, ressaltou. A empresa iniciará a sua operação produzindo cerca de 60% de aços de baixo e médio teor de carbono e o restante distribuído entre aços HSLA, API, ultrabaixo e alto carbono.

Especificidades

As placas da siderúrgica poderão ser produzidas com diversas especificações, destacando-se os aços de elevada resistência e tenacidade para aplicação naval, e os conhecidos como Sour Service, para aplicação na indústria de óleo e gás. Os aços navais modernos são projetados para resistir a processos de soldagem com elevadíssimos aportes térmicos, necessários para garantir alta produtividade nos estaleiros de última geração. Já os Sour Service são requeridos para a condução e refino de petróleos pesados, com presença de ácido sulfídrico (H2S), como os comumente encontrados na camada do pré-sal brasileiro.


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As tecnologias empregadas pela CSP são consideradas, globalmente, como o “estado da arte” para a produção do aço. Diversos processos implantados garantirão a produção de aço com baixo teor de enxofre e com redução de gases, principalmente de hidrogênio e nitrogênio. Na etapa final do processamento do aço, que ocorre na aciaria, a solidificação do aço da CSP será feita pelo processo de lingotamento contínuo. Para este processo, a CSP adotou um equipamento com recursos de última geração, como o dynamic soft reduction, resfriamento secundário com tecnologia 3D spray e agitador eletromagnético no molde.

Aniversário

Maior projeto estruturante do Nordeste, a CSP completa oito anos de sua constituição como empresa no próximo dia 16 de abril. A data sinaliza o início de uma jornada e um marco no desenvolvimento socioeconômico do Ceará. O início da operação ampliará o PIB estadual em 12% e em 48% no PIB industrial. Serão 2.800 empregos diretos – dos quais 2.527 já foram contratados – e 1.200 terceirizados, além de 20.000 pessoas beneficiadas indiretamente. “Foram oito anos de muito trabalho e dedicação para construirmos a primeira usina integrada no Nordeste”, destacou Sérgio Leite. “Estamos comprometidos com o desenvolvimento de uma região estratégica do nosso país. E quando iniciarmos a produção, o efeito multiplicador será muito maior”, finalizou.




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