Metalúrgicos e Hyundai fazem acordo para evitar demissões em montadora

Segundo sindicato, empresa previa dispensar 300 funcionários neste ano.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Anápolis (Sinmetana), a 55 km de Goiânia, e a diretoria da montadora da Hyundai na cidade firmaram um acordo nesta segunda-feira (14) para evitar a demissão de 265 servidores. Entre os benefícios, o chamado "pacotão" incluiu reajuste salarial e do vale-alimentação de 12%, além de estabilidade para os funcionários até o fim de 2015.

De acordo com o presidente do Sindmetana, Reginaldo José Faria, também ficou definido que cada funcionário receberá, até o dia 30 de abril, R$ 4,5 mil pelo programa de Participação no Lucro Real (PLR), além de um abono de R$ 1 mil, que será depositado em dezembro.

"Estávamos lutando por isso há dois meses, e agora conseguimos. Foi uma conquista para nós porque, pela situação do mercado atualmente, acho difícil alguma outra montadora conseguir pagar um reajuste nesse índice", disse ao G1.
Faria explica ainda que, no início deste ano, a montadora previa 300 demissões e chegou a mandar 75 pessoas embora. Porém, pelo novo acordo, novas dispensas estão vetadas.

Para se adequar à situação, a empresa reduziu a jornada de trabalho em dois dias na semana - quinta e sexta-feira. Diante disso, o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) previa um desconto de 15% no salário, mas no acordo feito, houve uma perda real de apenas 3% para o trabalhador.

O G1 entrou em contato por volta das 15h30, por telefone e e-mail, com a  assessoria de imprensa da Caoa, montadora da Hyundai em Anápolis, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Protestos

Durante as negociações, os metalúrgicos realizaram duas paralisações. A primeira ocorreu no dia 25 de janeiro, quando trabalhadores fizeram uma caminhada com 4h30 de duração, impedindo que funcionários de outras empresas do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) chegassem aos seus trabalhos.

Depois, no último dia 7, a categoria voltou a protestar e paralisou a produção por três horas contra as demissões.




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