IPCA para 2015 sobe para 9,53%, diz Focus

No relatório trimestral de inflação (RTI) de setembro, o BC havia representado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado.

As projeções para a inflação deste ano, que já estavam altas, ganharam mais pressão agora com o aumento de 6% do preço da gasolina e de 4% do óleo diesel. A mediana das estimativas no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central, passou de 9,46% para 9,53%. Há quatro semanas, estava em 9,29%.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Para 2016, a mediana da pesquisa apresentou a nona elevação consecutiva, passando de 5,87% para 5,94% - há um mês, estava em 5,58%.

No Top 5 de médio prazo, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, a previsão para 2016 permaneceu em 6,46% de uma semana para outra. Quatro semanas antes estava em 5,28%. No caso de 2015, o ponto central do Top 5 passou de 9,61% para 9,66% ante 9,41% de quatro edições atrás.

O BC promete levar a inflação para a meta de 4,5% no fim do ano que vem, mas a autarquia vem chamando a atenção para "novos riscos" que surgiram para o comportamento dos preços. Pelos cálculos da instituição revelados no RTI de setembro, na semana passada, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado.

Para a inflação de curto prazo, a projeção para setembro passou de 0,48% para 0,51% - estava em 0,39% quatro semanas atrás. Já a de outubro, aumentou de 0,50% para 0,53% de uma semana para outra ante taxa de 0,47% verificada há um mês. As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente também pioraram na pesquisa Focus de hoje, passando de 6,05% para 6,11% ante taxa de 5,65% de quatro edições atrás.

Dólar

Com alta próxima de 50% apenas neste ano, as projeções para o dólar atingiram a marca de R$ 4,00 para o fim deste ano. No levantamento passado, estava em R$ 3,95 e, quatro atrás, em R$ 3,60. A cotação média ao longo do ano passou de R$ 3,39 para R$ 3,41. Quatro semanas atrás, estava em R$ 3,29.


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Para o próximo ano, a mediana para o câmbio ao final do período ficou estabilizada em R$ 4,00. Há quatro edições do Focus a taxa era de R$ 3,70. No caso da cotação média de 2016, houve ajuste, de R$ 3,96 para R$ 3,99 ante uma cotação de R$ 3,65 quatro semanas atrás.

Selic

O mercado financeiro deixou inalteradas suas projeções para a Selic ao final deste e do próximo ano. Apesar disso, houve uma movimentação na taxa média prevista para o ano que vem. Para 2015, o Relatório de Mercado Focus, a mediana das projeções ficou congelada em 14,25% ao ano pela 10ª semana seguida, assim como a mediana para a Selic média de 2015, que permaneceu em 13,63% ao ano pelo mesmo período. Para 2016, a mediana continuou em 12,50% aa. Há quatro edições do documento, o ponto central da pesquisa apontava para uma taxa de 12,00% aa.

A Selic média do ano que vem foi alterada de 13,59% para 13,63% - estava em 13,06% um mês atrás. Entre os economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o grupo Top 5 no médio prazo, não houve mudanças: a Selic deve encerrar 2015 em 14,25% - previsão apontada já há 15 semanas e a mediana das previsões permaneceu em 12,38% ao ano para 2016, o que denota uma divisão de opinião entre os componentes desse grupo entre um encerramento em 12,25% ou 12,50% no fechamento de ano.

PIB

O Relatório de Mercado Focus revelou uma rodada mais contida de revisão das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o documento divulgado nesta segunda-feira (5), pelo Banco Central, a perspectiva de retração da economia este ano passou de 2,80% para 2,85% - um mês antes estava em queda de 2,44%. Para 2016, a mediana das previsões foi mantida em -1,00% de uma semana para outra ante taxa de -0,50% de quatro semanas atrás. Segundo o IBGE, o PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro e 1,9% ante o mesmo período de 2014.

No Relatório Trimestral de Inflação de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano. No boletim Focus de hoje, a projeção para a produção industrial mostrou melhora, mas segue em terreno negativo: saiu de uma baixa de 6,65% para um recuo de 6,50%. O mesmo ocorreu com a perspectiva para 2016: a mediana das estimativas passou de uma queda de 0,60% para uma baixa de 0,29%. Há quatro semanas, as medianas destas previsões eram de, respectivamente, -6,00% e +0,72%. Para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a projeção dos analistas também passou por ajustes. Para 2015, caiu de 36,00% - quatro edições antes estava em 36,15%. Para 2016, a taxa permaneceu em 39,35%. Há quatro semanas, estava em 38,90%.

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