Turbos: Inovar-Auto já produz bons efeitos

Fábricas instaladas no Brasil estão prontas para novas demandas.

Os fabricantes de turbocompressores no Brasil já vivem os desdobramentos do Inovar-Auto, que forçará o uso desses componentes como forma de atingir metas de eficiência energética. A BorgWarner já recebeu equipamentos para uma nova linha de montagem em sua fábrica de Itatiba: “Ela é automática e fará turbos para carros de passeio com motores 1.0 a 1.4 flex. Implicou um grande investimento”, afirma o diretor de engenharia, Lauro Takabatake.

“Estamos trabalhando para começar a produzi-los entre abril e maio. Os carros (equipados com as turbinas) devem surgir entre julho e agosto”, acredita. A linha só não começou fazer as peças em 2014 porque a retração do mercado postergou o lançamento dos veículos.

A Honeywell, fabricante dos turbos Garrett, aguarda demanda semelhante: “Nosso planejamento estratégico indica que motores 1.0 a 1.5 terão maior participação”, afirma o diretor-geral da empresa, Christian Streck. A unidade da Honeywell em Guarulhos não teria dificuldade para adaptar-se a novos volumes.

“Nos últimos anos, e em particular em 2014, tivemos aumento da capacidade de produção em cerca de 30%, além de significativa melhoria no nível de automação e controle de processos, utilizando soluções desenvolvidas dentro de casa. O processo de manufatura da fábrica brasileira é similar ao de outros países, como México, China ou Romênia”, diz Streck.


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A Master Power também pode entrar na lista dos fornecedores a montadoras em 2015: “Fomos certificados por duas delas como empresa com capacidade produtiva e tecnológica. Nossas cotações foram aceitas. É só uma questão de tempo”, afirma o diretor comercial da companhia, Ricardo Borghetti.

Pós-Venda e exportações

Com o recuo do mercado interno e consequente queda no fornecimento às montadoras, BorgWarner e Honeywell ampliaram sua participação no aftermarket: “Conseguimos isso trabalhando mais próximos de nossos distribuidores, suas filiais e também com novos produtos (...) Teremos mais lançamentos no início de 2015 e projetamos aumento de vendas de 20% no mercado de reposição local”, diz Streck.

Nas exportações, a Honeywell procurou compensar as perdas do mercado do mercado argentino com Chile, Colômbia e Peru. Sobre o pós-venda, a BorgWarner confirma a expectativa de alta projetada na metade de 2014: “Cresceremos cerca de 10% no mercado de reposição”, diz Takabatake.

Borghetti afirma que a Master Power fechará o ano com crescimento de 11% nas exportações: “O avanço poderia ter sido ainda mais significativo, não fosse a Argentina e a precariedade da infraestrutura do nosso país.” O executivo também informou que terminaria ano com resultado geral semelhante ao de 2013.




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