São Paulo terá fábrica de componentes para geradores eólicos

Unidade instalada em Itupeva recebeu investimentos de R$ 6 milhões, gerando 80 empregos.

A VCI Molde, fabricante de produtos em PRFV – Plásticos Reforçados em Fibra de Vidro – anunciou nesta quinta-feira (11), a instalação de uma fábrica em Itupeva, há 73 km da capital paulista. A unidade, que contará com 80 funcionários, vai produzir, a partir de outubro deste ano, nacelles em fibra de vidro, que são carenagens de geradores eólicos.

O objetivo da nova planta, construída a partir de uma parceria entre a brasileira Molde e a canadense VCI, é nacionalizar a produção de itens que hoje são importados, fornecendo localmente tanto para clientes já fidelizados quanto novos mercados. A própria escolha de Itupeva foi estratégica, já que a cidade está próxima de alguns dos principais compradores do produto.
 
O investimento de R$ 6 milhões recebeu apoio da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. “A Molde tem 29 anos de história no Estado de São Paulo produzindo diversos produtos de engenharia em fibra de vidro. O projeto de nacionalização de produtos do setor eólico é tratado de forma prioritária pela Investe SP. Apoiamos a instalação da fábrica principalmente em questões de licenciamento ambiental e consulta tributária”, explicou o presidente da agência, Luciano Almeida.
 
“Além da nova fábrica, vamos também incrementar a produção de São José dos Campos para que as duas fábricas produzam componentes complementares para a indústria de energia eólica. A de Itupeva produzirá peças maiores, enquanto a de São José produzirá as menores”, disse Luiz Tesser Antunes, diretor da planta.
 
A previsão é de que a VCI Molde produza entre 250 e 350 peças por ano em 2015, com aumentos graduais na operação: 5% a mais no primeiro ano e 10% a mais no segundo. A nova fábrica, que tem quatro mil metros quadrados, foi instalada em um terreno de 12 mil metros quadrados. Isso porque a ideia da empresa é expandir a produção no futuro. Em 2015, a previsão é que o faturamento da planta chegue a R$ 20 milhões.
 




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