Voith mantém baixo conteúdo local em suas transmissões

Nacionalização de caixas automáticas só virá com aumento de demanda.

Meio século depois de ter-se instalado no Brasil e cerca de 20 anos após o início do plano de trazer suas transmissões automáticas ao País, a Voith dedica apenas um pequeno espaço de sua fábrica no bairro do Jaraguá, na cidade de São Paulo, para esses equipamentos. A seção monta as caixas Diwa.5 e retarders, que equipam ônibus urbanos. Pouca coisa é feita no Brasil além do componente de acoplamento ao motor e dos coxins. 

“Para isso (o aumento de produção de componentes locais) seria preciso haver aumento de demanda”, afirma o presidente e CEO da Voith Hydro e porta-voz do grupo Voith no Brasil, Marcos Blumer. 

Questionado sobre a possibilidade de entrar no segmento de transmissões manuais e com isso ganhar volume que justificasse maior nacionalização, o executivo respondeu que a empresa tem por princípio entrar em segmentos ou nichos em que possa se diferenciar pela engenharia aplicada. E as transmissões manuais, segundo ele, podem ser fornecidas por um grande número de fabricantes. 

O setor de transmissões no Jaraguá tem capacidade para montar 2,5 mil caixas por ano com um turno de trabalho. Em abril, quando a produção de ônibus urbanos já acumulava queda de 4,3%, a Voith mantinha sua previsão de montar 2 mil caixas este ano e assim manter o nível de entregas de 2013. 

Essas transmissões podem ser aplicadas em motores com 600 a 900 newtons-metro de torque. São utilizadas em chassis para ônibus urbanos fabricados pela Mercedes-Benz e Volvo com comprimento entre 10 e 25 metros. Os mais longos são os biarticulados colombianos. 

Ao lado do setor onde monta as caixas novas, a Voith também recebe e recupera as usadas. Assim que chegam lá elas são limpas, desmontadas e têm seu reparo orçado para o cliente.




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