Novas tecnologias geram problemas de percepção de qualidade

Conclusão é de estudo da J.D. Power com carros com 90 dias de uso nos EUA.

A inclusão de novas tecnologias de comunicação e conectividade nos carros aumenta a percepção do consumidor sobre problemas de qualidade em veículos novos, com até 90 dias de uso. A conclusão é do Estudo de Qualidade Inicial, realizado pela J.D. Power nos Estados Unidos. O levantamento leva em conta o número de problemas relatados a cada 100 unidades de cada modelo. O número mais baixo indica qualidade mais elevada. 

Entre as marcas avaliadas, a Porsche se destacou com a maior qualidade inicial (74 problemas por 100 veículos). Em seguida estão Jaguar (87/100), Lexus (92/100), Hyundai (94/100) e Toyota (105/100). A consultoria reconheceu ainda a fábrica da Toyota em Ontário, no Canadá (TMMC), que monta o Lexus RX, como a fábrica que produz modelos com os índices mais baixos de defeitos. 

A J.D. Power constatou aumento no número geral de problemas na comparação com a pesquisa realizada no ano passado. A companhia acredita que este aumento foi impulsionado pelos novos equipamentos com tecnologias mais sofisticadas que foram incluídos nos veículos lançados mais recentemente. Principalmente os modelos completamente novos ou aqueles que passaram por grandes atualizações.

O Estudo de Qualidade Inicial constatou que estes carros apresentam mais problemas do que aqueles que não tiveram mudanças profundas em relação à geração anterior. Segundo o estudo, os defeitos nos caros novos são verificados principalmente nos equipamentos de voz, como Bluetooth e sistemas de áudio. 

O vice-presidente global da área automotiva da J.D. Power aponta que os fabricantes de veículos se esforçam para oferecer ao cliente mais tecnologia sem gerar mais problemas de qualidade. “No entanto, alguns consumidores indicam que os novos dispositivos são difíceis de entender, de uso complicado ou simplesmente não funcionam como o esperado.” Outro ponto sensível apontado no estudo é o de climatização. Nas regiões mais frias dos Estados Unidos, em que há exigência maior dos sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado, o número de problemas de qualidade aumentou. A consultoria avalia que, apesar de as montadoras fazerem uma série de testes, é inegável o efeito de condições climáticas extremas nos veículos.


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Outra conclusão da pesquisa é que um único problema de qualidade já é capaz de afetar a fidelidade do consumidor à marca. Entre os clientes que não perceberam nenhum defeito em seus veículos, 58% pretendem manter a mesma fabricante na próxima compra. Esse porcentual cai para 53% entre os proprietários que perceberam apenas um problema. Entre os consumidores que registraram dois ou mais problemas, a intenção de permanecer na mesma marca diminui para 48%.




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