Embraer assina contrato com IPT para projeto na área de jato executivo

A Embraer é o primeiro parceiro industrial do LEL.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) inaugura hoje o Laboratório de Estruturas Leves (LEL), feitas a partir de materiais metálicos como o aço, alumínio ou o titânio, compósitos e híbridos (combinação dos dois tipos de materiais).

A Embraer é o primeiro parceiro industrial do LEL. A empresa, segundo o diretor do laboratório, Hugo Resende, assina nesta sexta-feira (16) com o IPT o terceiro contrato de parceria para o desenvolvimento de projeto na área de jatos executivos.

A parceria será feita no âmbito da Empresa Brasileira de Pesquisas e Inovação Industrial (Embrapii), criada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o apoio da Finep. O diretor do IPT não revelou o valor do investimento previsto no projeto que será desenvolvido pela Embraer, mas adiantou que cada parte envolvida custeará um terço do montante previsto. 

A Embraer, segundo Resende, já desenvolve em parceria com o IPT outros dois projetos de pesquisa na área de estruturas em materiais metálicos e de compósitos. No parque tecnológico de São José dos Campos (SP), a Embraer tem uma equipe de 20 engenheiros e técnicos trabalhando no desenvolvimento de tecnologias de integração de sistemas, avião virtual e simulador reconfigurável de engenharia.

Embora os setores aeronáutico e aeroespacial sejam os usuários com maior interesse no desenvolvimento de estruturas mais resistentes, com menor peso e custo, as ferramentas tecnológicas disponíveis no LEL também têm aplicação nas indústrias automobilísticas, de autopeças, petróleo e gás, geração e transporte de energia elétrica e eólica, entre outras. 

Único do gênero na América do Sul, o laboratório permitirá às empresas do setor aeronáutico, espacial e de petróleo e gás fazer pesquisas envolvendo o desenvolvimento de grandes estruturas em fibra de carbono, usando tecnologias de operação automática que garantem maior rapidez de produção e qualidade da peça final.


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O laboratório, que custou R$ 46,7 milhões, foi financiado com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), IPT, Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e prefeitura de São José. 

Instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos, o laboratório vai apoiar o desenvolvimento de  projetos estruturantes para a indústria aeronáutica, nas áreas de materiais metálicos avançados, tecnologia de compósitos (feitos de polímeros com reforço de algum tipo de fibra) e processos de laminação automatizados. 




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