O Futebol e a analogia do Líder

Wilson Sergio, colaborador

Um excelente líder deve trabalhar a sua capacidade de motivar o grupo, explorar o máximo da individualidade, então temos o coaching, uma analogia ao treinador de futebol.

O líder deve conhecer profundamente cada membro da sua equipe para melhor comandá-la, para que possa delegar com segurança tarefas complicadas, e até mesmo conquistar um comprometimento que minimize a intensidade da supervisão que havia previamente preparado para a mesma, e possibilita uma economia de tempo e de estresse comum a esse tipo de atividade.

Explorar o máximo potencial de cada indivíduo de maneira que este possa oferecer o máximo com o trabalho em conjunto é uma estratégia muito necessária.

Um bom treinador procura para a sua equipe os melhores jogadores de cada posição. Desse modo ele pode aumentar a capacidade de sua equipe para atingir as metas e objetivos.

Além disso ele deve muitas vezes agir como um preparador físico, para que explore e treine cada indivíduo para desempenhar com naturalidade todo o seu potencial.

Deve saber apresentar os seus objetivos a cada membro da equipe de modo que ele se esforce o máximo para demonstrar que está com todo o potencial aplicado, principalmente com a mentalidade de aplicar esse mesmo potencial ao contexto do grupo.

Muitos líderes confraternizam periodicamente com seus membros de equipe, ora individualmente ora em grupo para socializar conhecimento e sondar as afinidades, potenciais, as fragilidades e a romper as barreiras com um melhor relacionameto.

A grande arma de um preparador de equipes consiste em dar motivos(motivação) para que os subordinados dêem o máximo de si para atingir os objetivos, exigir que eles treinem mais, se esforcem mais para ganhar mais prestígio, fama, dinheiro e consolidar a carreira.

Capacitar um indivíduo para que leve a bola até as proximidades do gol, e fazê-lo ter a consciência de passar a bola para um colega melhor colocado fazer o gol, é sinal de que o grupo está unido e motivado a seguir em frente e a abrir mão do ego, do brilhantismo pessoal para apoiar a ajudar o outro a marcar ou a fazer o gol.

Quantas vezes não vemos em entrevistas de futebol após um jogo, um jogador agradecer a motivação e o trabalho do técnico que o auxiliou a enxergar as coisas de outro modo, de ajudá-lo a atingir suas metas pessoais.

A diplomacia futebolística ensina muito, nunca vi um jogador aceitar a narrativa o repórter de que ele foi o responsável pela equipe ganhar o jogo, nem admitir que o técnico errou. O que geralmente ouvimos é que ele sabe que o time adversário é uma grande equipe de ótimos jogadores, o professor(o técnico) fez um grande trabalho, o grupo estava unido, se ganhamos foi porque tivemos uma melhor oportunidade de finalizar, trabalhamos para isso, se perdemos foi porque o grupo falhou na defesa, que deixamos o goleiro desprovido de proteção, ou que agora é apararmos algumas arestas para dar prosseguimento no campeonato, que não perdemos somente e sim tivemos mais uma oportunidade de revelar as nossas falhas que trabalharemos para corrigi-las e aperfeiçoar o nosso desempenho. Etc. etc.

Humildade, garra, franqueza, vontade e aceitação é o que um excelente líder pode passar ou extrair, é questão de tomar a atitude certa.
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