Pesquisa da Fiesp coloca Brasil entre os piores países em competitividade

Foram analisados dados econômicos, políticos e tecnológicos de 43 países.

A competitividade da indústria brasileira é uma das mais baixas do mundo, segundo índice divulgado pela Federação das Indústrias de São Paulo. Não tem sido fácil se manter firme no mercado. A fábrica que produz máquinas para a indústria têxtil enfrenta concorrência de todos os lados.

Os chineses vendem por um preço menor, não só os mesmos equipamentos, como também a roupa já pronta. Para recuperar o espaço perdido no mercado interno, depois de quase 40 anos de atividade, eles decidiram exportar. Por enquanto, para os países vizinhos, o preço continua mais alto, mas o diretor de marketing Ricardo Rossi diz que eles ganham na conversa. “Eu procuro buscar outros diferenciadores, principalmente essa questão de assistência técnica. Um fabricante da Ásia não tem a mesma infra-estrutura para fazer isso”.
 
A pesquisa da Fiesp que mede a competitividade dos países revela que o Brasil ainda está no fim da lista. Foram analisados dados econômicos, políticos e tecnológicos de 43 países. O Brasil ficou na 37ª posição. A China, por exemplo, está bem à frente, na 21ª.
 
Segundo o estudo da Fiesp, o Brasil perde em competitividade porque falta infraestrutura, principalmente em logística, nossa produtividade é baixa, os juros altos, a carga tributária também pesa e o governo ainda gasta muito para oferecer serviços públicos de baixa qualidade, sobretudo em educação, saúde e transporte.
 
Desde que o índice de competitividade começou a ser medido, em 2000, o Brasil melhorou apenas três posições. “Nesse ritmo em que nós estamos, vamos levar 40 anos para ser um país desenvolvido. Se nós tivéssemos fazendo esse dever de casa, para se tornar mais competitivo, isso poderia se reduzir para 15, 20 anos”, explica José Ricardo Roriz, vice-presidente da Fiesp.
 
Por Janaína Lepri/ Jornal da Globo
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