O Ataque pelo Fogo

Após lerem este texto e em meio a lembrança e reflexão dos fatos recentes, você lembrará da primeira investida da coalizão (EUA+Inglaterra) contra o Regime Iraquiano: O grandioso ataque denominado MEDO E PAVOR.

A intenção era a de causar enorme confusão no inimigo, fazendo com que este tomasse decisões precipitadas e em desespero, cometesse muitos erros e aceitasse rapidamente a eminente derrota como fato; e, portanto a conseqüente rendição. É isso o que se esperava daquele ataque pelo fogo! Bush, Blair e companhia achavam que fosse fácil assim!

Mas vale também lembrar que a Guarda Republicana do Iraque dirigida por Saddam Hussein esperou e passou a tomar contramedidas também baseadas nos assuntos desse capitulo que se segue:   Segundo Sun Tzu:

Há cinco modos de atacar com fogo. O primeiro é queimar o inimigo que se agrupa(as pessoas); o segundo é queimar suas provisões e propriedades; o terceiro, seus equipamentos; o quarto, seus arsenais e munições; e o quinto, suas provisões de reabastecimento.

Em estratégias de mercado também existem diversas maneiras e pontos para combater a concorrência: políticas de preço, o fator inovação, a fixação da marca, as características do produto, a questão da qualidade, da propaganda, da distribuição, o suporte técnico, treinamentos e etc.

Concluindo, se uma organização melhorar sua distribuição ou introduzir um novo tipo de serviço, pioram as vendas dos concorrentes ou se a empresa reduzir os preços, os concorrentes perdem pontos de participação, assim prosseguindo, em uma cadeia de derrubadas.

  Métodos

Valer-se do fogo requer algumas precauções. Materiais para atear fogo devem estar sempre à mão. Há épocas mais favoráveis para lançar um ataque pelo fogo e dias adequados para atear fogo. A época favorável para lançar um ataque pelo fogo é quando o tempo está seco; os dias adequados para atear fogo são aqueles em que a lua está na posição das constelações da Cesta dos Ventos, da Muralha, da Asa ou do Estribo. Pois, quando a lua está nessas posições, ventos fortes subirão.

  Condutas apropriadas

Quando atacar pelo fogo, você deve conduzir o combate com condutas apropriadas, de acordo com as situações diferentes causadas pelos cinco tipos de ataque pelo fogo.

Quando o fogo atingir o acampamento do inimigo, você deverá coordenar sua ação com antecedência e do lado de fora. Porém, quando o acampamento do inimigo está em chamas, e os seus soldados ainda permanecem tranqüilos, então, você deverá esperar e não lançar o ataque. Quando as chamas ganharem altura, se conseguir atravessá-las, você poderá aproveitar e atacar; se não puder atravessá-las, permaneça em sua posição.

Quando o fogo for ateado, estando você fora do acampamento do inimigo, você não deverá entrar nos seus limites, mas aguardar o momento certo. Se você iniciar o fogo antes da linha do vento, nunca ataque contra o vento. É provável que o vento que soprou constantemente durante o dia, se acalme à noite.
  Momento oportuno

Qualquer exército deve saber sobre as diversas situações com relação aos cinco tipos de ataque pelo fogo e tem que continuar esperando pelo momento oportuno.

Assim, um general que usa o fogo para apoiar o seu ataque terá a certeza da vitória; ele que usa a água para apoiar o seu ataque é forte. A água pode bloquear o avanço do inimigo, mas não pode privá-lo de suas provisões. Ganhar uma batalha, capturar o espólio, mas não consolidar tais realizações prediz perigo. Porque é um desperdício de tempo e de esforço.

Um soberano iluminado estuda deliberadamente a situação e um bom general lida cuidadosamente com ela. Se não é vantajoso, nunca envie suas tropas; se não lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se não é uma situação perigosa, nunca lute uma batalha precipitada.

Um soberano não deve empreender uma guerra num ataque de ira; nem deve enviar suas tropas num momento de indignação. Quando a situação lhe for favorável, entre em ação; quando for desfavorável, não aja. Deve ser entendido que, um homem que está enfurecido voltará a ser feliz, e aquele que está indignado voltará a ser honrado, mas um Estado que pereceu nunca poderá ser reavivado, nem um homem que morreu poderá ser ressuscitado.

Então um soberano iluminado deve dirigir os assuntos de guerra com prudência e uma guerra com precaução. Este é o caminho que mantém o Estado em paz e em segurança, e o exército intacto.
  No mundo do trabalho de hoje, as organizações utilizam algumas armas e princípios com base no fogo.

Primeiramente as empresas devem analisar as situações e tomar as decisões mais acertadas no momento oportuno, pois o cliente não se contenta simplesmente com uma redução de preços, esta pode transmitir má-qualidade ou uma demonstrar que pretende empurrar o estoque parado; ou a empresa resolve investir em propaganda, mas propaga produtos que os clientes já conhecem há muito tempo, ou propagam em meios inadequados. Como por exemplo: divulgar carros novos em gibis de super heróis.

Assim sendo, as organizações devem analisar suas próprias necessidades, o que os clientes em geral almejam, decidir sua onde e quando devem agir, se devem aguardar este momento chegar, como uma ?carta na manga?, e dar o coupe de Grace(golpe final).

Um trabalho detalhado deve ser feito pela equipe, todos os setores da empresa devem estar cientes sobre os fatos e devem estar preparados para agir a qualquer momento quando for dada a ordem.

Divulgar uma ação da empresa ou um produto antes mesmo da total aprovação é uma característica de que as decisões foram precipitadas e não foram devidamente pautadas e amparadas por um planejamento e um conseqüente plano de ação. Prejuízos intermináveis são resultados desse tipo de má administração. Este livro ensina a fugir disso.

Para tanto: segue abaixo um modelo que sempre esteve diretamente ligado ao conteúdo e aos ensinamentos desse livro como um todo:   O Ciclo PDCA

Uma administração para ser bem sucedida deve estar pautada em um plano de ações bem definido.O Ciclo PDCA desenvolvido por Willian Deming, ilustra um modelo de planejamento conhecido desde o princípio do mundo.   P vem de PLANEJAMENTO

Planejamento é um acontecimento puramente mental, o processo constitui de reflexões, questões, decisões sobre os objetivos, os meios, os recursos materiais, a gestão de pessoas, os métodos, as precauções, os prazos estabelecidos e a serem obedecidos, os locais a serem aplicados, os custos levantados e as estratégias de como um todo.

O que se coloca em papel é o Plano de Ações e nele devem constar todos os resultados das decisões e anotados todas as informações e registros do que realmente deve ser feito, com o quê deve ser feito e como deve ser feito.

É um fato comum as pessoas confundirem Planejamento com Plano de ações. A diferença é que o planejamento é uma atitude mental para traçar um rumo com base nas informações e nas previsões necessárias para a realização de qualquer atividade ou trabalho. Já o Plano de Ações é o resultado físico de tudo o que deve ser feito ele é o papel que orienta a permanecer dentro das expectativas e do esquema que foi decidido para a atuação.   D vem de desenvolver.

Desenvolvimento consiste em preparar o caminho, os recursos preparar as pessoas(treinar e educar) e a partir de então executar as tarefas com base no plano de ações.   C vem de Checar.

Checar apesar de não ser uma palavra etimologicamente portuguesa, compreende em Avaliar ou Verificar o que foi executado, estudar o que foi realizado. Nesta fase são coletadas toda e qualquer informações que permitam encontrar os erros e os acertos para então partir para uma melhoria contínua.   A vem de Agir

Agir neste contexto significa tomar as decisões com base nas informações obtidas durante as avaliações e tomar uma postura corretiva ou de melhoria contínua e caracteriza a Continuidade, completando um ciclo que agora inclui o Replanejamento em melhoria contínua.

Sun tzu seguia esses princípios. E muitas organizações hoje aprenderam.
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