“Pernambuco não tem como recuar”

Fimmepe – Mecânica Nordeste 2013, acaba nesta sexta-feira (25), em Olinda, com clima de confiança regional.

A declaração de um empresário local reflete a ideia de outros empresários e entidades regionais durante a Fimmepe – Mecânica Nordeste 2013, que acaba nesta sexta-feira (25), em Olinda (PE).

Manoel Lyra, diretor da distribuidora Parcontrol Automação Industrial, de Recife, é o responsável pela citação: Pernambuco não tem como recuar. Ele não tem dúvida de que o crescimento e desenvolvimento da região é uma tendência para o Estado.

Assim como Lyra, Fernando Cunha, diretor executivo da Astec Assessoria Técnica e Consultoria, há 25 anos no mercado, acredita que Pernambuco está se desenvolvendo de acordo com a demanda. Grandes empresas fizeram investimentos milionários na região, o que demandará mão-de-obra e fornecimento local por muito tempo. “Tem coisas que estão acontecendo que tornam esse desenvolvimento irreversível”, diz.

O vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Pernambuco (Simmepe), Alexandre Valença, lembra que o Estado não estava preparado para os grandes empreendimentos que têm mudado o ritmo econômico de Pernambuco. Para o órgão, os primeiros sinais de mudança implicaram na necessidade de se investir, sobretudo, na qualificação dos empresários locais.

Para suprir essa demanda e qualificar as empresas da região para atender a necessidade de clientes renomados que se instalam no Estado, o Grupo Remme foi criado. A Rede de Empresas Metal Mecânica e Elétrica (Remme) foi idealizada para oferecer soluções de forma cooperativa, segundo a apoiadora do projeto Sônia Jerônimo. A profissional foi contratada pelos apoiadores do projeto, Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para auxiliar no “alinhamento dessas empresas”, como explica a própria.

O intuito da Rede é tornar, de forma cooperativa, micro e pequenas empresas capacitadas para competir com empresas maiores. “Nosso objeto é fazer com que os contratos globais estejam com a gente”, fala Sônia. Hoje, dez empresas compõem a rede, com cerca de 800 funcionários.

A preocupação em qualificar mão-de-obra e empresários é generalizada. Assim como a Remme, outros projetos do Sebrae, Senai e Gerdau propõem a qualificação de pequenas e médias empresas, para que o Estado possa corresponder à nova demanda sem precisar trazer mão-de-obra de outras regiões.

Fernando Cunha afirma que esta dificuldade existe por Pernambuco não ter um histórico industrial, por isso o despreparo. Mas, lembra que em menos de cinco anos, o Governo tem investido em regiões que nunca foi imaginado. “A carência técnica é muito grande, mas Pernambuco já está crescendo”, diz.

Confira esta e outras imagens de Recife e Olinda, que a repórter Karina Pizzini fez durante viagem para cobrir o evento em Pernambuco, aqui. Vale a dica para os empresários que pensam em participar da próxima edição do evento na região.

Veja também: Nordeste é a nova menina dos olhos da indústria mecânica.

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