Vagas formais crescem

Vagas formais crescem

O mercado de trabalho mostrou recuperação em setembro, de acordo com o Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (MTE). Foram criadas 211.068 vagas com carteira assinada, o melhor resultado para o mês nos últimos três anos. Em relação a agosto, houve crescimento de 0,52%. Na comparação com setembro do ano passado, a alta foi de 4,32%.
 
Nos nove primeiros meses de 2013, apesar de o mercado formal ter absorvido 1,3 milhão de trabalhadores, as contratações foram 15,92% inferiores às registradas de janeiro a setembro de 2012, quando foram gerados 1,5 milhão de empregos, de acordo com os saldos ajustados do Caged (quando as empresas enviam as informações atualizadas para o governo).
 
O recorde para os nove primeiros meses de um ano foi registrado em 2010, quando 2,49 milhões de empregos formais foram abertos. No mandato da presidente Dilma, foram criadas 4,7 milhões de vagas formais, enfatizou o ministro do Trabalho Manoel Dias: "Estamos gerando emprego, mesmo que num processo menos acentuado. Os dados deste mês demonstram que o mercado está reagindo às iniciativas do governo para alavancar postos de trabalho. A expectativa é de que essa tendência continue".
 
Os analistas do mercado, no entanto, têm entendimentos diferenciados. Eduardo Velho, economista-chefe do INVX Global Partners, afirmou que o Caged em setembro surpreendeu. Mesmo assim, ele não crê em desempenhos positivos continuados do emprego daqui para frente, tendo em vista que o setor de agricultura deverá continuar tendo contribuição reduzida no resultado. Para Jankiel Santos, economista-chefe do BES Investimentos, o nível de emprego vai se manter baixo, pelo menos até o final de 2014. "O emprego cresceu muito e não tem mais como se expandir tanto quanto no passado", argumentou.
 
Greve dos petroleiros
 
O governo acendeu o sinal de alerta. Empregados da Petrobras devem entrar em greve hoje, por tempo indeterminado, em protesto contra o primeiro leilão de áreas do pré-sal. O certame, que oferecerá a área de Libra, na Bacia de Santos, está marcado para a próxima segunda-feira. Conforme a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a indicação a favor da greve foi aprovada em sindicatos filiados de Norte a Sul do país. Serão paralisadas as atividades em refinarias, terminais de distribuição, plataformas de petróleo, campos terrestres de produção, usinas de biodiesel, termelétricas e unidades administrativas da estatal e de suas subsidiárias. A única exceção é a Lubnor, fábrica de asfalto, lubrificantes e outros derivados, localizada no Ceará, onde haverá uma assembleia hoje. "Os petroleiros exigem a suspensão imediata do leilão de Libra", informou a FUP em nota.
 
Por Vera Batista/ Correio Braziliense
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