Linha de motores da VW explora recursos para redução do impacto ambiental

Linha de motores da VW explora recursos para redução do impacto ambiental

Instalado num espaço total de 27 mil m², o novo prédio produtivo da Volkswagen em São Carlos, que já fabrica o motor 1.0 de três cilindros da família EA211, explorou recursos para redução do impacto ambiental. As linhas de usinagem contam com o sistema MQL (Mínima Quantidade de Lubrificante), que reduz bastante o consumo de óleo refrigerante. 
 
O sistema utiliza 0,1 litro de óleo refrigerante por hora, o que reduz em dez mil vezes o seu consumo na etapa de usinagem quando comparado com o sistema usual. No processo, os cavacos (pedaços de material de peça bruta removidos para obter as dimensões finais) são secos e aspirados para uma central, onde são prensados em peças para a reciclagem. 
 
A etapa de montagem é integrada e possibilita a produção de motores parciais e completos na mesma linha, ao contrário do sistema atual, que conta com uma linha para motores parciais e outra para completos. O destaque nesse processo é a rastreabilidade dos componentes mais importantes do motor e do mecanismo do torque. Ela permite identificar separadamente todo o processo ao qual cada componente foi submetido; e em determinados pontos da linha é possível visualizar, por meio de um painel eletrônico, um relatório completo com as informações de cada motor. 
 
O teste a frio dos motores (Kalt Test, já realizado na fábrica desde 1998) também é diferenciado no novo prédio. Ele evoluiu de um equipamento para a mesma análise para dois equipamentos, sendo um responsável pelos testes elétricos e outro pelos mecânicos. Realizado em 100% dos motores, o Kalt Test monitora características como sincronismo, ruído, ignição, aspiração, escape, torque e lubrificação. O teste é realizado sem a utilização de combustível, o que proporciona redução no uso de recursos naturais. 
 
Para atender aos requisitos de qualidade, o prédio é totalmente vedado, com duas antecâmaras nos locais de acesso e tapetes para manter a limpeza dos pneus dos rebocadores, evitando contaminação por agentes externos. A entrada dos funcionários é feita por meio de uma terceira antecâmara, também para evitar contaminações. 
 
O prédio possui pressão positiva, realizada por meio de insulfladores de ar, responsáveis pela ventilação, com o objetivo de manter um fluxo contínuo de ar do interior para fora, a fim de barrar a entrada de resíduos. Essa ventilação é capaz de filtrar partículas muito pequenas de ar e mantê-lo sempre limpo. O ar é renovado 11 vezes por hora. 
 
Com o novo prédio, a fábrica de motores atenderá a demanda de mercado brasileiro e irá abastecer as unidades de São Bernardo do Campo, Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR), além da fábrica de Pacheco, na Argentina. O aporte faz parte do plano de investimentos de R$ 8,7 bilhões do Grupo Volkswagen a serem aplicados no Brasil até 2016.



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