Processo: neste processo são usadas simultaneamente a saponificação e a emulsificação dos óleos e das graxas através da ação de substâncias alcalinas, semelhantes às usadas no processo de limpeza por solvente inorgânico. O processo acontece num banho eletrolítico e as impurezas não saponificáveis são removidas pelo gás produzido no banho.
Para remover a sujeira e a espuma formada no banho, é mantida circulação através de uma pequena bomba. As superfícies dos ânodos , geralmente feitas de níquel ou de chapa de aço niquelado, devem ser tão grandes quanto possível. A introdução de ácido crômico através dos dispositivos de suspensão pode estragar o banho.

Agentes: são os mesmos utilizados na limpeza por solvente inorgânico, descrita anteriormente. Os banhos contém compostos alcalinos e cianetos, além de pequenas percentagens de umectantes, que produzem uma espuma fraca, evitndo perigo de explosão do gás oxídrico.

Características: Ocorre formação de hidrogênio no cátodo. Se não houver desvantagens na absorção do hidrogênio, as peças (aço) podem ser conectadas no cátodo.
Peças de alumínio, zinco e estanho são ligadas ao cátodo, devido ao forte efeito cáustico dos álcalis.
Para evitar a absorção excessiva de hidrogênio, trabalha-se com impulsos fortes de pequena duração. A tensão e a corrente são maiores que na maioria dos processos galvânicos.

Cuidados especiais: no caso de peças cobertas com muita graxa ou muita sujeira, torna-se necessária uma limpeza grosseira preliminar.

Indicações: é principalmente indicado para peças que deverão sofrer revestimento galvânico posterior.
Como é um tratamento rápido, 1 a 3 minutos, presta-se para a produção em série.

Outras variantes do processo:

  • Desengraxamento com cobreação leve simultânea (banho de decapagem cuproso), que pode revelar se a remoção da graxa foi uniforme, melhorando também a aderencia da camada de níquel ou de cromo, depositadas em seguida
  • Processos combinados de desengraxamento e desoxidação, que trabalham com uma ligação alternativa das peças ao ânodo e ao cátodo. Com isto consegue-se também o depósito de uma fina camada de ferro eletrolítico, que reduz a possibilidade de formação de ferrugem do metal até o tratamento definitivo. Usa-se como preparação para tratamentos galvânicos ou pinturas e para aumentar a aderência dos revestimentos de esmalte.