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O comércio internacional está sendo brutalmente afetado pelas decisões açodadas dos países sabidamente poderosos contra aqueles supostamente menos preparados para suportar os efeitos dessas decisões
Em seu livro “A lógica do Cisne Negro”, o autor Nassim Taleb aborda o “impacto do altamente improvável”, descrevendo um evento com três principais atributos: é um ponto fora da curva; exerce um impacto extremo; torna-se explicável e previsível após o fato, pela natureza humana.
Dentre alguns exemplos citados, o ataque às Torres Gêmeas, em 2011, e a pandemia de covid-19, em 2020, tornam-se exemplos clássicos, com teorias e busca de explicações e previsibilidade sobre o acontecimento.
O que estamos assistindo atualmente nesses movimentos geopolíticos nos leva, além da busca das motivações, a tentar prever as possíveis consequências dentro do nosso conhecimento humano para as reações dos países envolvidos, baseados em um suposto conhecimento político de cada membro, porém sem noção de algum acontecimento improvável e imprevisível.
O comércio internacional está sendo brutalmente afetado pelas decisões açodadas dos países sabidamente poderosos contra aqueles supostamente menos preparados para suportar os efeitos dessas decisões.
Alguns resultados podem, sim, ser previsíveis, principalmente para as indústrias do setor metalmecânico, e não menos para o agronegócio.
Estados Unidos, Ásia, Leste Europeu e países da União Europeia aceleram suas indústrias bélicas para abastecerem seus arsenais de defesa e ataque, promovendo uma corrida armamentista com a produção de seus conhecidos armamentos tecnológicos, porém impotentes para conter as ameaças menos sofisticadas, mas capazes de garantir resiliência suficiente para a sobrevivência.
Quais e quantos outros países se envolverão nesse conflito e suas consequências mundiais são imprevisíveis e improváveis até que aconteçam e sejam explicados, mas as consequências para a indústria brasileira podem, sim, ser avaliadas.
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O transporte internacional, extremamente prejudicado e atemorizado pelos possíveis ataques e sem cobertura de seguradoras, acarretará a escassez de matéria-prima (ureia, por exemplo) para alguns setores, como o agronegócio e a indústria química.
Derivados de petróleo (diesel para transporte terrestre), peças de reposição para indústrias de grande porte (siderurgia, mineração, automotiva), autopeças e máquinas prejudicarão a produção nacional e criarão dificuldades de transporte desses bens aqui produzidos para o mercado internacional.
A cadeia de produção industrial é muito diversificada e complexa. Pequenas e microempresas que atendem esses setores podem ser surpreendidas pela falta de encomendas das médias e grandes indústrias. Aquelas que se inserem em nichos de mercado industrial exclusivos podem se deparar com dificuldades no cumprimento de prazos e quantidades contratuais, sujeitas a pesadas multas.
Por outro lado, algumas oportunidades poderão surgir, como, por exemplo, investimentos em Defesa Nacional para modernização das Forças Armadas, em seus três pilares – Terra, Mar e Ar – para proteção de nossas fronteiras terrestres e marítimas. Somos um país de subsolo rico, com terras raras, com sua floresta amazônica e sua imensa diversidade biológica, além de área marítima rica em petróleo e gás. Toda essa riqueza pode vir a ser alvo de algum evento improvável e imprevisível.
O investimento na Defesa Nacional não é apenas uma questão de soberania, mas uma missão governamental que abre nichos de mercado para a indústria metalmecânica nacional. A modernização das Forças Armadas representa uma oportunidade real de desenvolvimento tecnológico e independência industrial.
Para as indústrias, o planejamento corporativo deve ir além do óbvio. É essencial realizar a simulação de eventos improváveis, preparando a empresa para reagir com agilidade a cenários de crise. A soberania nacional e a resiliência da nossa indústria caminham juntas.
*Imagem de capa: Depositphotos.com
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Carlos Eduardo Baptista
Presidente do CEM Rio
CEM RIO – CENTRO EMPRESARIAL DAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
O SINMETAL – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas no Município do Rio de Janeiro foi fundado em 09 de setembro de 1937. Sua História é de glórias! Apesar das várias transformações vividas ao longo de sua existência, pode-se afirmar, pela leitura de seus arquivos, que é verdadeira fonte da História Industrial Brasileira e até hoje, mesmo diante dos momentos mais difíceis, das crises econômicas, políticas e sociais que o Brasil e o Rio de Janeiro sofreram, nestes 86 anos de sua existência, os princípios que nortearam a Entidade sempre foram os da transparência, da ética e de muita luta em busca de uma economia estável, da geração de renda e emprego, do crescimento industrial, do bem-estar social e do fortalecimento das empresas, independentemente do seu tamanho, faturamento ou condição econômica.
Em 2021 o SINMETAL criou o CEM RIO, um Comitê Empresarial referência para interação dos negócios no Rio de Janeiro, agindo como um fórum de discussões, sugestões e busca de soluções para o segmento.
Em 2022, o Comitê passou a ser considerado como um Centro Empresarial e o nome CEM RIO – CENTRO EMPRESARIAL DAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO foi aprovado para constar do Estatuto da Entidade como seu nome de marca. Na prática, portanto, será conhecido como CEM RIO e dele poderão participar empresas metalúrgicas e outras que exerçam atividades afins ou com interesses similares, que desejarem participar do CEM RIO.
Assim todas as atividades sociais serão conduzidas pelo CEM RIO, um nome que nasceu forte, um Centro que reúne empresários com o objetivo principal de fortalecer as micros, pequenas, médias e grandes empresas.
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