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  |   31/10/2019   |   Projeto Descomplicado   |  

5 boas práticas para melhorar o uso do CAD

Estava numa abstinência de escrita, quase numa ausência de criatividade para conteúdo único. Com isso, comecei a procurar referências pela internet. CAD é algo que é antigo, core business de muitas empresas, mas como torná-lo melhor? Esse texto tem os 5 tópicos inspirados em um texto que achei em um blog de tecnologia, sendo o conteúdo totalmente meu.

Vamos falar de 5 tópicos para melhorar o uso de ferramentas CAD e os desenvolvimentos de projeto.

Manter ideias organizadas

A criação de possibilidades de projetos é uma prática muito comum na indústria, o famoso “e se eu realizar tal procedimento”. Ideias surgem, com peças que nunca serão utilizadas pela equipe de produção da empresa, como talvez nunca sejam enviados nem a um processo de aprovação no time de engenharia.

Para isso, se torna necessária a existência de sistemas que suportem a criação de alternativas não formalizadas de projetos a partir de um item existente, o famoso “Branch and merge”, do português, ramificar e mesclar.

Abaixo um exemplo do SOLIDWORKS PDM, que inclusive passou a suportar este processo há pouco tempo.

O grande processo se trata de executar as seguintes etapas:

  • Análise do projeto com potencial variação e criação de alternativas;

  • Criação de uma variação de projetos;

  • Execução da variação;

  • Caso ela seja aprovada, é mesclada com o produto original, sendo considerada uma nova versão de projeto.

Este tipo de prática é comum entre diversas ferramentas de mercado, como a própria plataforma 3DEXPERIENCE, com suas múltiplas revisões simultâneas ou ainda sistemas CAD Web com PDM integrado.

Praticar projeto top-down

O projeto Bottom-up, onde criamos peças, submontagens e conjunto final é o mais comum do mercado e amplamente aplicado em engenharias tradicionais. Com a popularização de técnicas de Systems Engineering, ou Model Based Systems Engineering, se torna necessária a aplicação de técnicas onde os conjuntos macros de projeto são definidos, posteriormente os filhos e seus desmembramentos. Isso se torna parte do projeto de decomposição do sistema e a sua integração posterior.

Antigamente, se falava apenas do projeto relacional, como o do vídeo abaixo.

Só isso já era de grande valia, uma vez que contamos com a alteração de algumas dimensões no conjunto superior e vários componentes filhos são atualizados automaticamente.

Tanto para systems engineering, quanto projeto relacional, se torna necessário a prática dessa metodologia e uma série de cuidados, como:

  • Definição cuidadosa dos vínculos entre componentes;

  • Utilização de uma boa prática para gerenciamento de arquivos ou objetos;

  • Boas práticas no reaproveitamento de projetos.

Reaproveitar um projeto necessita de muita atenção, principalmente para itens criados dentro de um item superior. Como diria tio Ben Parker, do Homem-Aranha:

“Grandes poderes, trazem grandes responsabilidades”

Aprender e explorar novas tecnologias

Impressão 3D está em nosso meio há aproximadamente 30 anos. Se antes ela era chamada de prototipagem rápida, hoje, com a popularização do hardware, falamos de manufatura aditiva. Não se trata apenas de imprimir protótipos, mas sim a aplicação de um novo método de fabricação de componentes.

Se antes tínhamos que nos preocupar com fatores como tempo de injeção, linhas de solda, ângulos de extração e faces presas, com a manufatura aditiva superamos isso.

O que antes era simples, com poucas opções de materiais, passa a ser superado com a adoção de novos materiais mesmo em processos antigos como o FDM. Vejam abaixo um vídeo comparativo de aplicação de diversos materiais para as impressoras Markforged.

Mas nem só de FDM vivemos, existem tecnologias que suportam com mais facilidade uma produção em massa, beirando a continuidade de produção, como no caso da solução de manufatura da HP.

Com isso, com a peça saindo direto da engenharia para uma impressora, poderemos adotar uma série de novos itens nas ferramentas CAD:

  • Criação de novas formas;

  • Customização de itens para clientes únicos;

  • Eliminação de muitas ferramentas que antes eram utilizadas para pequenos lotes de peças, encarecendo a produção de lotes de componentes exclusivos.

 

Ter feedback em tempo real

Esse é um segundo caso, onde existe um “e se” eu executar determinada mudança no meu projeto?

Seleção de materiais, mudanças de espessuras de componentes, alterações dimensionais são muitas das possibilidades.

O fator tempo real faz a total diferença do que estou escrevendo, principalmente quando falamos em CAD. Há alguns anos, existia um sistema para projeto e outro para simulação, normalmente não conectado ao desenvolvimento de projetos, de difícil aprendizado e complexo de usar. Vejam abaixo como a aplicação de um CAD buscando feedback por simulação pode ser utilizado.

A SOLIDWORKS, pelo que eu conheço do mercado, foi uma das primeiras, se bobear a primeira, a executar essa integração entre projeto e simulação. Hoje a própria Dassault Systemes conecta as ferramentas através da plataforma 3DExperience e a abordagem Model Based.

 

Não se limitar a gerenciamento de arquivos

Muitas empresas falam em melhorar o gerenciamento de arquivos de CAD, onde boa parte do mercado utilizada o Windows Explorer.

Se queremos apenas controlar isso, um PDM funciona muito bem para trabalhar file management. O problema é que o mercado está cada vez mais exigente e surgiram novas necessidades e recursos, como:

  • Project management – Gerenciamento de projetos

  • Change management – Gerenciamento de modificações

  • Variant and Configuration Management – Gerenciamento de variações e configurações

Se desejamos mais, entram em campo ferramentas que funcionam como plataforma de negócios com tecnologias PLM, como a 3DEXPERIENCE. Abaixo um vídeo da Plataforma 3DEXPERIENCE para gerenciamento de projetos.

Uma vez que gerenciamos projetos no mesmo ambiente de gestão de documentos, poderemos conectar os entregáveis de projetos diretamente no ambiente CAD.

 
As informações e opiniões veiculadas nesse artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam a opinião do Grupo CIMM.
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Guilherme Alfredo Kastner

Técnico de aplicações da SKA Automação de Engenharias desde setembro de 2004. Trabalhou com diversas Soluções Autodesk, SolidWorks. Nos últimos anos o trabalho tem sido focado na melhoria da comunicação das engenharias com os seus clientes dentro das corporações como a fábrica, administrativo e outros setores.


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