24/10/2016

Como escolher corretamente o fluido de corte e garantir mais eficiência na usinagem

A escolha correta do fluido irá garantir mais eficiência ao processo de usinagem, maior qualidade às peças usinadas, aumento da vida útil de máquinas e ferramentas, além de redução de custos no processo como um todo.

Devido às várias opções de óleo presentes no mercado, é comum que as indústrias tenham dúvidas sobre qual fluido de corte utilizar em cada processo de usinagem.

Entre outros benefícios, a escolha correta do fluido irá garantir mais eficiência ao processo de usinagem, maior qualidade às peças usinadas, aumento da vida útil de máquinas e ferramentas, além de redução de custos no processo como um todo.

A fabricante de especialidades químicas Quimatic Tapmatic alerta as indústrias para os principais fatores a serem levados em conta na hora de escolher o óleo. São eles: tipo de metal a ser usinado; velocidade de corte; material da ferramenta de corte; características gerais da máquina em uso; e, por fim, a qualidade do suporte técnico oferecido pelo fornecedor no pós-venda. A empresa também ressalta a importância de utilizar produtos ecologicamente corretos que não causem danos à saúde do operador e nem ao meio ambiente.

O tipo de metal a ser usinado é o primeiro ponto a ser considerado na escolha do fluido de corte. O aço, por exemplo, contém usinabilidade muito variada devido as suas diferentes ligas, e por isso admite todos os tipos de óleos. O quadro já é diferente no caso do magnésio: por ser um material pirofórico, o metal não pode ser trabalhado com fluidos à base de água, por conter risco de ignição.

Na análise da Velocidade de Corte do processo de usinagem, a regra é que quanto menor a velocidade, menor é a usinabilidade e, portanto, maior é a necessidade de lubrificação. Para velocidades baixas de usinagem, recomenda-se então o uso de fluidos de corte integrais. Em contrapartida, quando a velocidade de corte é mais alta, a usinabilidade tende a ser maior também. “Neste caso, a maior necessidade é a refrigeração e com isso os óleos mais adequados são os diluídos, conhecidos como óleos solúveis ou óleos refrigerantes”, explica Marcos Pacheco, químico Sênior da Quimatic Tapmatic.

O material da ferramenta de corte é outro fator determinante na escolha do óleo apropriado. Um fluido compatível com a ferramenta não só prolonga o poder de corte da mesma, como garante melhor resultado no acabamento. As ferramentas de corte mais comuns são as de Aço Rápido e Metal Duro, que na maioria dos casos utilizam óleos com maior poder de refrigeração, ou seja, os óleos solúveis.

A análise para escolher o óleo também precisa levar em conta o tipo de máquina utilizado pela empresa. Para operações variadas, como máquinas CNCs (máquinas operatrizes de comando numérico computadorizado), que possibilitam diferentes operações numa única máquina, a Quimatic Tapmatic lembra que as opções de uso de óleo de corte são mais amplas, possibilitando adotar fluidos de diferentes tipos. Em contrapartida, em máquinas mais específicas como as rosqueadeiras, que exigem maior lubricidade no processo, são utilizados fluidos de corte integrais. Caso a máquina não possua reservatório, é possível utilizar fluidos de corte prontos para uso.

Para concluir, além da escolha correta do fluido de corte, é imprescindível contar com suporte técnico sério e, de preferência, gratuito, por parte do fabricante. “Esse acompanhamento ajuda a garantir uma longa vida útil à solução, bem como o máximo desempenho na usinagem, levando a uma bem-vinda redução de custos em todo o processo”, enfatiza Pacheco.

As informações e opiniões veiculadas nesse artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam a opinião do Grupo CIMM.

Quimatic Tapmatic

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